Sinal amarelo

Segundo pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), no primeiro trimestre deste ano, a insatisfação dos empresários do setor industrial com a situação das finanças da companhia e com as margens de lucro foi recorde. Enquanto o índice de satisfação financeira atingiu 37,9 pontos, o de satisfação com a margem de lucro registrou 32,7 pontos. Os indicadores do estudo variam de zero a cem, e valores abaixo dos 50 pontos acendem o sinal amarelo.

Outro ponto analisado foi o acesso ao crédito, que está mais difícil. O indicador assinalou 29,1 pontos nos três primeiros meses do ano, o menor número desde o início do estudo, em 2007. Quanto mais abaixo dos 50 pontos, maior é a dificuldade de acesso ao crédito.

O desassossego com a vida financeira sobe no ranking dos principais problemas enfrentados. A alta carga tributária e a demanda interna insuficiente continuam no topo da lista, segundo a pesquisa, mas as taxas de juros elevadas e a inadimplência dos clientes cresceram de importância entre os obstáculos com os quais as companhias se deparam.

Embora esse estudo tenha sido feito somente com indústrias, o descontentamento, a desconfiança e a cautela permeiam todo o empresariado, seja qual for o ramo de atuação. A fraca atividade econômica e as expectativas negativas para o futuro reduzem a intenção de investimentos.

O nosso setor vive a mesma situação. Com quase toda a frota parada, as preocupações com as finanças tiram o sono e martelam uma pergunta: como administrar um negócio para que ele não naufrague em tempos de crise?

A resposta é sempre a mesma: ajuste. O fato é que não há milagre. Saber enxugar, diminuir e adaptar-se são atitudes necessárias. Por isso, nesta edição continuamos a falar sobre finanças. Na reportagem de capa, você confere que a decisão sobre o preço não deve ser feita de qualquer maneira. Uma correta definição do valor depende da boa gestão de custos e de análise do mercado.

E por falar em preço, mostramos que, em negociações, é possível evitar a desvalorização do seu serviço.

Por fim, assim como outras crises passaram, esta também vai passar. Aí, teremos que estar prontos para ajudar os clientes a construir a infraestrutura de que o Brasil precisa para acelerar seu desenvolvimento. Para isso, também trazemos algumas dicas nas próximas páginas.

Boa leitura!

Afonso Manuel Vieira da Silva

Diretor executivo da Aplemat

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