Manual para boas impressões

Um primeiro contato malsucedido ou comportamentos inadequados podem arruinar quaisquer perspectivas de negócios. Por isso, a maneira certa de se portar ao telefone ou a roupa mais indicada para uma reunião ou evento corporativo merecem a atenção principalmente dos profissionais de vendas ou daqueles que lidam diretamente com os clientes. Autora dos livros “Competência Social – Mais que Etiqueta, uma Questão de Atitude” e “Etiqueta, Cerimonial e Protocolo”, Lícia Egger procura dar orientações sobre como se sair bem nessas situações.

Segundo a consultora, por exemplo, a voz ao telefone é um item muito importante. “Um tom muito desanimado não passa firmeza. Além disso, dentro do possível, é preciso ser simpático”, observa. No caso dos homens, uma recomendação é tornar a voz mais suave para não parecer muito “duro”. Para as mulheres, ao contrário, o cuidado é para “endurecê-la” e, assim, “não parecer sexy ou sedutora”.

Regras de etiquetas básicas também devem ser adotadas para a abordagem telefônica. Entre elas: cumprimentar, perguntar sobre a disponibilidade para o atendimento – “se a pessoa não está no melhor momento, o contato não surtirá efeito” – e ser breve, pois hoje em dia, as pessoas têm pouco tempo. Além disso, na despedida, é de bom-tom agradecer e se colocar à disposição.

Mostrar interesse no que o interlocutor tem a dizer ao telefone com a repetição de palavras ou interjeições também é altamente recomendável, assim como devem ser evitadas interrupções enquanto o outro fala. “Interromper o raciocínio não funciona. É preciso esperar e mostrar concordância com o uso de expressões como ‘tem razão’, ‘está certo’, ‘entendo’ etc.”, orienta.

Pessoalmente, em eventos sociais ou reuniões, o maior desafio é o de “ser casual sem ser íntimo”. Segundo Lícia, apesar de a roupa expressar personalidade, ela deve estar, acima de tudo, coerente com o lugar, com o produto oferecido e, sobretudo, com o cliente. “Por exemplo, se o negócio será fechado com um fazendeiro, o traje é casual, mas isso não significa ser informal”, diferencia.

No caso das mulheres, a dica é a de se vestir com mais seriedade do que naturalmente o fazem. “Isso não quer dizer para usar ‘roupa de velha’ sem ser moderna ou jovial. A ideia é transmitir menor sensualidade no encontro”, indica. “A sedução também é um meio para as vendas, mas não traduz seriedade e nem soma valor ao que está sendo vendido. Se o produto é bom, não é preciso apelar para isso”.

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