Mais conhecimento, menos problemas

Além de ser um importante item na prevenção de acidentes de trabalho, a certificação dos operadores garante produtividade ao processo e pode também ter um caráter motivacional para os funcionários

Um investimento relativamente baixo que só traz benefícios para todos os envolvidos. Hoje é possível dizer que há um consenso sobre a importância da certificação dos operadores de máquinas da linha amarela. No entanto, alguns cuidados como a escolha de uma instituição bem conceituada, ajustes no conteúdo ou na duração e até mudanças na periodicidade podem fazer com que os resultados sejam ainda melhores.

Para Bernardo Uliana, engenheiro de aplicação corporativo do Grupo Tracbel – empresa parceira da Apelmat em treinamentos que a associação irá oferecer ao longo deste ano –, na hora de avaliar a necessidade de certificar a mão de obra, os empresários do segmento devem considerar vários aspectos.

No caso específico dos locadores de máquinas da linha amarela, é primordial, por exemplo, garantir ao locatário que os equipamentos estarão sendo operados de forma correta e dentro dos limites, evitando maiores custos com reparos consequentes da utilização incorreta. “Com isso, o serviço oferecido também passa a ser de melhor qualidade e eficiência, o que o torna mais competitivo no mercado”, opina. Além disso, a inclusão de temas de segurança (NR 12 e 18) ajuda na prevenção de acidentes durante a operação, e o treinamento em si pode se converter em um fator que motiva o operador do equipamento a querer trabalhar na empresa. 

O melhor caminho para uma boa capacitação é a escolha de uma instituição que ofereça treinamento dentro das normas regulamentadoras, tais como as NR 12 e 18, e que possua estrutura e ferramental suficientes para assegurar a completa absorção do conteúdo pelo aluno/operador. O ideal é procurar um curso que ofereça, além do treinamento em sala de aula, simulação e prática.

Uma pessoa sem informação sobre os cuidados na operação do equipamento, além de não tirar o melhor proveito dele, corre o risco de provocar acidentes. A falta de perícia ainda pode desmotivar o operador e danificar a máquina. Podem ocorrer quebras prematuras, manutenções desnecessárias e desgaste acelerado de componentes. “Além disso, o serviço é malfeito ou tema acabamento ruim, e a operação torna-se lenta e com alto consumo de combustível”, salienta Uliana.

Outro aspecto importante da certificação, lembrado por Wilson de Mello Jr., diretor de certificação e desenvolvimento humano da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), é a seleção adequada dos profissionais que irão trabalhar com determinados equipamentos.

“Um operador de escavadeira, por exemplo, tem que realizar dois movimentos simultâneos durante a operação de carga de um caminhão. Alguém avaliou se esse profissional tem a destreza necessária? Se ele tem agilidade em caso de emergência? Se é hipertenso ou dependente químico?”, questiona Mello Jr.

O treinamento ideal

Fabio Carmona, gerente de vendas da Mega Máquinas, distribuidora das máquinas do segmento de construção da John Deere, acredita que a Apelmat fez um bom investimento ao adquirir um simulador de escavadeiras John Deere para os treinamentos práticos – ainda sem data de início definida.

“É a maneira mais segura, eficiente e econômica para treinar novos operadores em um ambiente livre de riscos. O simulador da John Deere dispõe de situações do mundo real, simulando os perigos do local de trabalho, violações de segurança, sinais de mão e os controles da máquina”, descreve Carmona. Além disso, há economia com custos de combustível e o fato de o simulador prevenir danos ao equipamento e riscos para o pessoal, além de evitar tempo de máquina parada.

Para que os associados estejam cientes das normas regulamentadoras, e por exigência do Ministério do Trabalho, a Apelmat já oferece uma certificação de operador de máquinas e equipamentos para construção civil (máquinas para terraplenagem).

Oswaldo dos Santos Jr., técnico de segurança no trabalho que há 12 anos atua na associação como coordenador de cursos, conta que o conteúdo programático inclui a descrição e a identificação dos riscos relacionados com cada equipamento e informações sobre as proteções específicas para a operação de cada máquina. Além disso, o participante adquire conhecimento sobre como evitar riscos mecânicos e elétricos e como bloquear o funcionamento de um equipamento quando necessário.

Para que estejam qualificados antes de operarem máquinas automotrizes ou autopropelidas, os candidatos a operador devem também adquirir noções sobre legislação de trânsito e legislação de segurança e saúde no trabalho, acidentes e doenças decorrentes da exposição aos riscos envolvidos na atividade, conhecer medidas de controle (EPCs e EPIs) e aprender sobre procedimentos em situação de emergência e primeiros socorros.

“Todo treinamento oferecido pela Apelmat tem como objetivos a segurança e a manutenção da integridade física do trabalhador. O momento mais adequado para o treinamento é o primeiro dia antes do início das atividades do funcionário dentro da empresa”, recomenda Santos Jr.

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