O caminho da recuperação econômica

Para empresas que estão sofrendo com a saúde financeira, o primeiro passo para iniciar o tratamento de recuperação e seguir a rota da rentabilidade é analisar a demanda.

Essa é a dica de Marcio Gabrielli, professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP). “O locador tem que ver quantos ativos tem disponíveis para aluguel e se isso é compatível com a procura. Se há ativo ocioso ou se não existe demanda, o caminho é se desfazer”, diz. “Se não tem ativo ocioso, ele precisa observar o que está sendo usado e se está perdendo dinheiro ou não.”

O professor explica que mesmo que o equipamento esteja em funcionamento, o empresário deve avaliar se o rendimento financeiro da locação é maior do que o custo dele para a empresa. “Se for menor e não for possível aumentar o preço do serviço, é hora de pensar em se desfazer da máquina para fazer caixa ou buscar uma nova fonte de financiamento que seja mais barata”, fala.

A alternativa é encontrar um sócio para melhorar a saúde financeira da empresa. “E talvez esse não seja o melhor caminho”, pontua. “A rota é buscar ser eficiente e não deixar ativos subutilizados.”

Para isso, a receita de Gabrielli é vender ou devolver o ativo que dá prejuízo e se concentrar nos que são rentáveis. “É melhor ser uma companhia enxuta e mais eficaz, concentrada em ativos com retorno mais alto. Ser grande nem sempre é bom.”

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