Há esperança

O ano de 2015 foi marcado por índices negativos. O que esperar do futuro próximo?

Os investimentos em infraestrutura são vistos pelo governo como uma das apostas para tirar o País da crise que vive atualmente: a queda do PIB (Produto Interno Bruto) em 2015 deverá ser de 3,02%, segundo estimativa do mercado financeiro feita no mês de novembro. No entanto, mesmo com as iniciativas e os planos de estímulo que estão sendo idealizados pelo Estado, a construção civil teve problemas para realizar seus planos neste ano. O momento ruim da economia, a instabilidade política e as investigações da Operação Lava-Jato, entre outras situações, fizeram de 2015 um ano difícil para o setor, na opinião dos especialistas.

“Este ano foi realmente mais desafiador do que os anteriores”, garante Érico Giovannetti, diretor de consultoria de gerenciamento de projetos de infraestrutura da consultoria KPMG no Brasil. Para ele, uma das grandes dificuldades enfrentadas pela construção civil foi obter financiamentos em um cenário cuja alta no dólar teve impacto significativo – entre setembro de 2014 e de 2015, a moeda subiu 71,57% em relação ao real.

“O câmbio tem relação direta com o custo do capital. As empresas precisam desse dinheiro para fazer as obras, comprar equipamentos e realizar outras despesas. Agora, tudo isso ficou mais caro. Esse é um problema importante”, explica o diretor da KPMG. Outra dificuldade reside na escassez de dinheiro recebido do governo, que é o grande responsável pela maioria das grandes obras no Brasil, inclusive aquelas que são estabelecidas no sistema de parceria público-privada.

Como resultado da crise econômica, a União anunciou neste ano uma série de medidas de contenção de despesas em investimentos para equilibrar as contas públicas, em um pacote popularmente chamado de “ajuste fiscal”. Uma das decisões foi a de reduzir de maneira sensível as verbas disponíveis para o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), principal vitrine do governo na área de infraestrutura. O projeto sofreu o corte de metade de seus recursos em relação a 2014, sendo que a maior parte das verbas utilizadas diz respeito a compromissos assumidos anteriormente, segundo o site Contas Abertas.

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