Conversa franca

As empresas precisam aprender a lidar com a inadimplência para evitar que as perdas se tornem uma bola de neve

Em função da crise e de uma consequente redução nos rendimentos, há quem priorize o pagamento de alguns compromissos em detrimento de outros. No atual cenário econômico crítico há, porém, os que são considerados insolventes – incluindo-se aqui até mesmo golpistas e clientes mal-intencionados. Em todo caso, as empresas devem encontrar a melhor forma de cobrar e, principalmente, evitar que a falta de pagamento possa prejudicar seus negócios.

“Primeiro, é preciso separar o inadimplente do insolvente”, diferencia Alberto Borges Matias, professor do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad) e doutor em finanças e marketing pela FEA/USP. Ele explica que, conceitualmente, a inadimplência é o atraso de pagamento de até 90 dias e a insolvência é o atraso de pagamento superior a 90 dias.

Umas das principais armas para minimizar os efeitos do popular “calote” é recorrer a ferramentas de apoio antes da elaboração e assinatura dos contratos. As fontes de informação velhas conhecidas dos empresários são importantes para verificações de praxe, como cadastros comerciais no Serasa, SCPC etc., além de referências bancárias.

“Outra dica é também verificar o histórico financeiro com sua empresa, se ultimamente foi registrado algum atraso nos pagamentos. Essa medida contribui para a mitigação do risco”, recomenda o administrador João Carrijo, professor do curso Avaliação de Desempenho e Planejamento Financeiro do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (Ipog).

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