Um país de oportunidades

Para o economista e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, o Brasil está longe da decadência que vem sendo apregoada – ainda há boas e empreendedoras ideias, mas elas dependem de uma renovação de esperanças e de uma liderança política transformadora

Ministro da Fazenda entre janeiro de 1988 e março de 1990, durante o governo de José Sarney – período considerado dos mais difíceis da economia brasileira –, o economista Maílson da Nóbrega tem muita bagagem quando o assunto é crise. E, apesar da perspectiva não muito animadora que traça para o curto prazo, ele aposta nas ainda numerosas oportunidades que o País tem a oferecer. “Felizmente, o Brasil não está condenado à decadência, como já se começou a dizer. Os anos do PT nos legarão perdas enormes de dinamismo na economia, mas isso poderá começar a ser revertido no próximo governo, quando deve acontecer uma renovação”, afirma.

Aos 73 anos, Maílson esteve desde os 20 envolvido em ações governamentais, incluindo a formulação de regras para gerir a intervenção do Estado na economia. Mais tarde, como secretário-geral do Ministério da Fazenda, trabalhou na criação do sistema brasileiro de contas públicas e também atuou na organização da Secretaria do Tesouro Nacional e na reestruturação das funções do Banco Central. Durante o período em que esteve à frente do ministério, o economista avalia que deu os primeiros passos em direção à abertura da economia, às privatizações e à modernização das finanças nacionais.

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