Dias melhores virão

O Brasil atingiu o fim do poço? Para dois especialistas, sim. Luiz Arthur Nogueira, editor de economia da revista IstoÉ Dinheiro, que encerrou o Congresso Nacional de Valorização do Rental, promovido pela Associação Brasileira dos Sindicatos, Associações e Representantes dos Locadores de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas (Analoc), afirmou que o País já chegou lá.

Vitor França, que é assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), adota um tom otimista – até esperançoso. Ele diz, no artigo publicado na página 44 desta edição, que o fundo do poço parece estar ficando para trás.

Os dois especialistas falam dessa forma porque estão vendo alguns sinais positivos vindos do mercado, como a alta do Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FecomercioSP e do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), além das medidas divulgadas pela nova equipe econômica, que têm animado consumidores e empresários.

Mas há quem diga que “na economia, o Brasil ainda não chegou ao fundo do poço”. A frase é de Wellington Moreira Franco, secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). No Twitter, ele afirmou que o atual cenário “vai piorar, mas com menos velocidade e, sobretudo, tendendo a estabilizar”. Segundo, ele, isso é consequência das medidas econômicas propostas pelo presidente interino Michel Temer ao Congresso com o objetivo de equilibrar as contas públicas. E concluiu: “Ou seja, nós continuaremos a sofrer com a falta de emprego e renda. Mas agora há um túnel! Antes nem isso tínhamos”.

Para que a economia do País entre, de fato, no rumo – ou nesse túnel – da recuperação, o discurso precisa virar realidade. As reformas, as privatizações, as parcerias com o setor privado e o corte de gastos das contas públicas precisam ser concretizados.

Na matéria de capa desta edição, você vai ver como, na Europa e nos Estados Unidos, aconteceu a mudança de rota no setor da construção, que hoje experimenta uma melhora lenta, mas gradual e segura. Infelizmente, segundo os especialistas, as soluções adotadas nos países desenvolvidos não servem para o Brasil. Apesar disso, acreditam que dias melhores virão. Quando? Há quem não arrisque uma previsão (ou mesmo um palpite), enquanto outros apostam em três anos caso as medidas necessárias sejam de fato adotadas, criando assim um ambiente favorável à retomada da confiança e dos investimentos.

E você, como tem enxergado o presente e o futuro próximo? Isso pode influenciar de forma determinante suas ações e suas decisões, preparando sua empresa – ou não – para a retomada da economia.

Boa leitura!

Marcus Monte Verde

Presidente da Apelmat e do Selemat

Share

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *