Versatilidade dá o tom

Os modelos 416F2 e 420F2 contam com novo design das estruturas de escavação e de carregamento, nova cabine e fácil acesso aos pontos de manutenção

O lançamento da Série F2 de retroescavadeiras Caterpillar abriu as comemorações pelos cinco anos de operação da fábrica em Campo Largo (PR), que serão comemorados em outubro deste ano. Os novos produtos, da série global de retroescavadeiras da marca, passam a ser produzidos localmente nos modelos 416F2 e 420F2.

Segundo a fabricante, a nova série oferece um nível ainda maior de desempenho, confiabilidade e durabilidade. As máquinas são equipadas com cabine redesenhada para dar mais conforto ao operador, têm mais capacidade de levantamento e força de desagregação do material, fácil acesso aos pontos de manutenção, além de funcionalidades e opções adicionais que aprimoram o desempenho e a produtividade.

Os modelos são equipados com o motor Cat 3054C, que atende aos padrões de emissões EU Stage II e Tier 2 e têm potência de 93hp na 416F2 e 101hp na 420F2.

Uma novidade na 420F2 é a transmissão automática de seis velocidades, que traz mais comodidade e reduz a fadiga do operador. O conversor de torque com mais força proporciona melhor performance nas operações de carregamento e deslocamento. O modo econômico vem instalado de fábrica e otimiza o desempenho do motor, com maior eficiência no consumo de combustível por meio do ajuste da rotação do motor e do fluxo de fluido hidráulico.

Outras melhorias incluem a direção de velocidade variável, projetada para oferecer rápida resposta em operações de carregamento, bem como o fluxo hidráulico auxiliar ajustável, que aprimora o controle das ferramentas hidráulicas de trabalho.

O desempenho durante o carregamento também foi aperfeiçoado. O novo projeto do braço, agora com design paralelo, aumenta a força de desagregação do material em 13%, a capacidade de levantamento em altura máxima em 10% e a altura máxima de despejo em 17 centímetros (veja os detalhes no box).

Os modelos possuem sistema hidráulico com sensor de carga que utiliza uma bomba de pistão de fluxo variável, o que proporciona mais força nas operações de escavação e carregamento em qualquer rotação do motor. O resultado é uma operação com maior precisão e eficiência.

Os novos controles de escavação por joystick da 420F2 são mais precisos durante a operação, proporcionando conforto ao operador e mais versatilidade da seleção dos comandos (ISO/SAE).

Para melhor controle das ferramentas de trabalho dos equipamentos, ambos os modelos podem ser equipados com linha hidráulica auxiliar, incluindo uma válvula de carregamento de três funções, uma válvula de escavação de seis funções e suas respectivas linhas hidráulicas.

Mercado

A unidade Caterpillar de Campo Largo, com 50 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 1 milhão de metros quadrados, foi projetada com os mais modernos recursos para ser modelo do Sistema de Produção Caterpillar. O nível de qualidade dos produtos é referência na corporação e reconhecido com o Prêmio Caterpillar de Excelência Operacional. A fábrica emprega 500 funcionários na produção das retroescavadeiras da Série F2 e também das carregadeiras de rodas 924, 930 e 938 da Série K. Os equipamentos suprem o mercado brasileiro e também são exportadas para diversos países, o que coloca a companhia entre as 25 maiores exportadoras do Paraná.

“Nós somos fonte para a América Latina e também para alguns outros países no continente africano, Oriente Médio e parte da Ásia. Em relação à Série F2, nosso maior foco é o mercado de exportação, mas também queremos um crescimento de vendas no Brasil, porque até então essa linha era importada. Nós a nacionalizamos e estamos trabalhando também para que o mercado doméstico consuma mais esse produto”, afirmou o presidente da Caterpillar Brasil, Odair Renosto, em entrevista coletiva. O investimento feito na nacionalização e introdução dos dois modelos foi de US$ 7 milhões.

Renata Farina, gerente comercial da indústria BCP – Bulding Construction Products da Caterpillar, afirma que há potencial de mercado para os produtos. “A 420F2 não tem um mercado cativo ou formado para esse porte de máquina, mas vemos uma oportunidade muito grande. Inclusive, os mercados em desenvolvimento e os desenvolvidos tendem a aumentar o percentual de adoção desse modelo em detrimento do outro pelas funcionalidades que agrega, pela ergonomia e pela segurança”, afirma. “Essa é uma máquina muito mais versátil e em um momento, inclusive restritivo, entendemos que os clientes queiram ter máquinas coringas, que possam servir a diferentes usos.”

Renata destaca que a tendência é aumentar o número de ferramentas de trabalho específicas para aplicações com grande potencial no mercado brasileiro. “Ter um equipamento que dispõe de engate rápido para que isso se torne uma tarefa menos penosa para o cliente é uma vantagem, já que aumenta a possibilidade de alugar a máquina ou trabalhar em diferentes tipos de contrato. Versatilidade é a palavra”, aponta.

Mesmo diante do atual contexto, em que a procura por novos equipamentos é baixa e a busca por manutenção, peças e serviços é mais alta, a executiva é otimista. “Percebe-se uma mudança do perfil do financiamento e temos sentido, sim, que tem havido mais demanda por peças e serviços, até pela necessidade de manutenção das máquinas. Por outro lado, os novos modelos que apresentamos têm o apelo de conferir ao proprietário a oportunidade de diversificar o uso e com isso aumentar a ocupação deles, principalmente no caso do locador, que hoje no Brasil ainda é pouco explorado”, afirma Renata.

Para ela, o setor vive uma fase de transformação. “Se você olhar, ao sair na rua, independentemente da origem do equipamento, invariavelmente uma retroescavadeira tem uma caçamba dianteira e traseira, mas dificilmente você vê uma retroescavadeira com um compactador, e nós temos um exemplo aqui no pátio”, ilustra. “Com uma broca ou um martelo hidráulico, você até encontra, mas ainda não é algo tão comum, porque as retroescavadeiras não foram pensadas para essa versatilidade. Por isso, digo que estamos num momento de mudança no mercado.”

Outro ponto destacado por Renata diz respeito às necessidades no campo da infraestrutura. “Vemos que há licitações para sair em diversos Estados, e temos visito muitas licitações municipais mais focadas em obras de manutenção”, fala. “Para uma obra de grande extensão, uma retroescavadeira mais versátil, como a 420F2, não é necessariamente o equipamento mais produtivo, mas para uma obra de manutenção é o mais viável, porque com um equipamento desse é possível desenvolver várias atividades. Em função disso, vemos uma possibilidade de incremento de volume nas retroescavadeiras.”

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Confira os detalhes sobre durabilidade, manutenção, design e opcionais dos novos modelos da Série F2 no site da Apelmat.

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