Evolução em meio ao caos

Por Nuno Antunes Ferreira*

Em artigo publicado em janeiro de 2007, Alfred Hubler, Glenn Foster e Kirstin Phelps citavam Catherine Brinkworth e escreveram que “o caos é inevitável. No sentido que perturbação implica evolução, também é desejável. Mas o gerenciamento é essencial. Não tem qualquer sentido pensar que alguém o fará por nós. Você tem as suas estratégias pessoais bem definidas?”

Independentemente de sermos, ou não, entusiastas ou estudiosos da teoria do caos, ao acreditarmos que ele é inevitável e traz consigo evolução (positiva, assim esperemos), algo de extraordinariamente bom deve estar para ocorrer no mundo.

Todos os dias acontecem coisas sensacionais, mas nós não damos por elas de tão embrenhados que estamos acompanhando e sobrevivendo ao caos que nos rodeia e do qual fazemos parte.

Será que em gerações anteriores e em tempos idos, os habitantes do da Terra tiveram sentimentos equivalentes aos nossos? Arriscaria dizer que sim. Sem dúvida que as variáveis que nos afetam e influenciam nosso julgamento são diferentes e em maior número, mas a incerteza e a insegurança, em doses variáveis, afetam os seres humanos desde sempre.

O que conheceu um enorme desenvolvimento e alargamento de aplicação foi a nossa capacidade de prever e planejar, e se a associarmos às ferramentas e tecnologias disponíveis, abrem-se possibilidades incríveis.

Quem sabe se, em nossas vidas, nas empresas e na sociedade, usarmos mais intensivamente nossa massa cinzenta e formos capazes de antecipar situações, perceber a obsolescência de modelos de desenvolvimento e ensaiar estratégias alternativas, consigamos ser mais interventivos e o caos seja um pouco menos caos.

Canteiro de obras

Uma joint venture formada pela francesa Bouygues e pela italiana Cimolai assinou contrato para a construção de uma ponte sobre o Rio Tâmisa, em Londres. O projeto vem se tornando polêmico uma vez que os processos de procurement têm recebido muitas críticas. Uma delas veio da própria presidente do Real Instituto dos Arquitetos Britânicos, que se manifestou dizendo que as alegações sobre os processos eram “muito preocupantes”, chegando a defender a suspensão temporária do projeto. Se não houver interrupções, a construção terá início neste verão e terminará no final de 2018. A empreitada tem um valor de cerca de 223 milhões de euros.

A Heathrow Airport Holdings pretende enveredar por uma solução radical para fazer face às necessidades de expansão do Aeroporto de Heathrow: está estudando a construção da primeira pista subterrânea em nível mundial. O projeto prevê um conjunto de gigantescas entradas subterrâneas que serão suficientemente altas e largas para permitirem que aviões aterrissem e partam para a decolagem. A concretização desse plano permitirá que Heathrow duplique sua capacidade sem necessitar de mais espaço. Claro que a proposta tem gerado controvérsia, nomeadamente no tocante à segurança. Ainda sem budget atribuído, a Heathrow Holdings insiste que a concretização do projeto trará enormes benefícios, principalmente a capacidade de acolher 150 milhões de passageiros, o dobro da atual.

A Peab, uma das principais construtoras da região nórdica, vai fazer uma parte da Rodovia E6, entre Trondheim e Melhus, na Noruega. O contrato vale cerca de 120 milhões de euros e inclui a construção de 8 quilômetros de rodovia de duas pistas em viaduto, 6 quilômetros de caminho para pedestres e bicicletas, 4 quilômetros de estradas locais e infraestrutura relacionada, como pontes e túneis. Prevê-se que os trabalhos estejam terminados na primavera de 2019.

 

*Nuno Antunes Ferreira, correspondente internacional da Revista Apelmat – Selemat, é especialista em marketing, vendas e negócios internacionais

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