Quem cuida, ganha

Em 2015, a Case lançou três modelos de tratores de esteiras. A empresa dá dicas de como tratar do material rodante a fim de garantir uma boa performance

“Ignorar a necessidade de manutenção é o maior erro que se pode cometer”, afirma Relton Henrique Cesar, coordenador de serviço da Case Construction Equipment, ao abordar os cuidados para o bom desempenho do material rodante do trator de esteiras.

Segundo Cesar, esperar que alguma falha ocorra para, então, procurar manutenção certamente traz grandes transtornos. Além da dificuldade de movimentar o equipamento, os custos de manutenção também serão mais altos em relação à manutenção preventiva.

O primeiro item necessário para uma boa performance do material rodante é o cuidado durante a operação. Algumas ações podem evitar o desgaste prematuro, como:

– Evitar empurrar o material com velocidade excessiva.

– Reduzir a velocidade ao reverter o sentido de translação.

– Utilizar prancha quando for necessário deslocá-lo por longas distâncias.

A manutenção preventiva é igualmente importante, começando pela inspeção e limpeza das esteiras. “Esse cuidado simples pode elevar significativamente a vida dos componentes”, destaca Cesar.

Periodicamente, também deve ser verificado o tensionamento das esteiras conforme informado no manual de operação. Além disso, deve-se medir o desgaste de roletes, roda guia e roda motriz, sempre respeitando os limites para substituição desses itens.

Por fim, é essencial atentar para a qualidade e origem dos materiais utilizados. Segundo o especialista, peças e lubrificantes genuínos garantem um padrão de qualidade elevado, pois são testados e homologados para aquele produto e suas aplicações. Outra dica é nunca misturar componentes novos com os já desgastados, prática que diminui a vida útil dos elementos novos.

Tratores de esteiras

A Case lançou em meados de 2015, no Brasil, três modelos de tratores de esteiras, fabricados na unidade de Contagem (MG): o 1150L (com peso operacional de 13.625 kg), 1650L (17.960 kg) – ambos na versão PAT – e 2050M (20.599 kg), na versão PAT e BD (Bulldozer). A força de tração deles está entre as maiores da categoria, com 214 kN, 275 kN e 360 kN respectivamente, proporcionando maior controle em todas as operações.

Os modelos L são equipados com motor eletrônico Case Tier III com sistema de injeção Common Rail. O modelo 2050M também possui a mesma tecnologia e certificação Tier II, em conformidade com as normas ambientais brasileiras de baixos níveis de ruídos e poluentes. Eles têm ainda seis cilindros, tecnologia e projeto que garantem respostas rápidas e baixo consumo de combustível.

As máquinas possuem transmissão hidrostática totalmente automática e com sensor de carga, que elimina a necessidade de mudança manual das marchas. A tração de cada esteira é feita por uma bomba de pistões axiais de vazão variável, conectada com um motor de pistões axiais e cilindrada variável. Esse circuito fechado permite que o sistema hidráulico ajuste a potência para cada esteira durante o giro ou contrarrotação, gerenciando qualquer carga súbita na lâmina, alcançando um raio mínimo de giro ou mantendo a direção reta, mesmo em terrenos inclinados, mediante a modulação automática da vazão (velocidade) e pressão (potência) em cada esteira correspondente.

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