Pare, pense e aja

Com o auxílio do Sebrae-SP, apresentamos dez dicas que poderão apoiar sua empresa nos próximos meses de 2016

Diante das adversidades da vida, cada um assume uma postura diferente: alguns esmorecem, outros se desesperam e há quem veja sempre o lado bom, independentemente do que aconteça. No ramo dos negócios, há que se ter maior racionalidade nas decisões e, de preferência, não se deixar abater por um cenário pouco auspicioso, o que nem sempre é uma tarefa fácil quando só se ouvem discursos pessimistas. Pensando em ajudar o empresário a encarar este ano, o Sebrae-SP fez uma relação de dez dicas com ações e recomendações simples. Ela é detalhada a seguir, comentada pelo coordenador de pesquisas da entidade, Marcelo Moreira.

1. Mantenha a calma Evite tomar decisões precipitadas e emocionais, especialmente relacionadas a obtenção de crédito.

Diante da delicada situação política e econômica enfrentada pelo Brasil, pode parecer utópico permanecer sereno. No entanto, caso o empresário não consiga assumir essa postura, as consequências podem ser piores. “A calma e a observação do cenário evitam tomadas de decisão precipitadas. Caso contrário, o empreendedor pode escolher caminhos que não levem à melhor solução”, analisa Moreira. “Olhar ao redor e enxergar além do problema são atitudes que asseguram decisões que levam a melhores soluções e encaminhamentos.”

2. Mantenha o focoFortaleça sua posição de mercado junto aos grupos de clientes que já atende, antes de pensar em diversificação.

Em momentos de dificuldade, uma empresa que loca equipamentos ou presta serviços para a construção civil, por exemplo, poderia tentar uma transição para um nicho menos afetado. Essa seria uma opção válida desde que feita de maneira cautelosa. “Geralmente, em cenários mais conturbados, vale mais (e custa menos) manter um cliente do que criar novos negócios”, reforça Moreira.

No entanto, ele acredita que, em se tratando de um mercado adjacente ao que já é atendido pela empresa, não há problemas na tentativa, que pode resultar em sucesso para a empreitada. “Há de se calcular sempre o esforço (investimento, energia, pessoal envolvido) na conquista de um novo nicho versus seu possível retorno. Importante também estabelecer um check point para saber se a estratégia vem funcionando e corrigir a rota, ou até mesmo abandoná-la caso perceba que a iniciativa falhou no seu devido tempo.”

3. Organize a casa Organize sua empresa, começando pelo estoque e controles financeiros. Identifique desperdícios.

Essa é uma recomendação válida para todas as fases da empresa. No entanto, algumas vezes ela acaba sendo atropelada por outras decisões mais urgentes, especialmente quando a demanda está em alta. “Em tempos de demanda ‘fraca’, a reestruturação torna-se um hábito muito comum do empresário, que aproveita seu tempo e dos seus colaboradores para evoluir naquilo em que, geralmente, não sobra tempo no dia a dia”, observa Moreira. Nesta “arrumação”, vale incluir tudo o que possa ajudar na reestruturação da organização. “O conjunto ou o somatório desses itens é que garante o sucesso da ação.”

4. Reduza despesas Analise sua estrutura e corte custos que não prejudiquem a entrega de valor aos seus clientes.

Quando se trabalha com gastos fixos, como a manutenção de equipamentos, a análise deve ser meticulosa na hora do corte de despesas: essa redução jamais poderá impactar negativamente a qualidade do produto ou serviço oferecido.

5. Aproxime-se dos clientes Estreite o relacionamento com seu cliente. Entenda seus medos e desejos. Evite diminuir serviços e qualidade.

O relacionamento com o cliente é um investimento importante, com retorno garantido, e que nem sempre envolve alto custo. Na opinião do coordenador de pesquisas do Sebrae-SP, algumas das melhores formas de estreitar essa relação são por meio da comunicação, do chamado “corpo a corpo” e de ações de incentivo.

6. Ofereça outras opções – Neste cenário, o cliente fica mais sensível a promoções. E aqui vale uma reflexão: como oferecer opções mais atraentes sem prejudicar o caixa da empresa? “Calculando índices de retorno sobre as vendas que não prejudiquem o investimento nas ações promocionais. Exemplo: o investimento tem que ser correspondente àquilo que se pretende ou espera gerar de faturamento (extra) com a ação”, responde Moreira.

7. Motive sua equipe Cuide da motivação de seu time. Defina metas desafiadoras, mas crie condições e premie o sucesso.

Para ser bem-sucedido nessa estratégia, é preciso estabelecer desafios realistas e que, ao mesmo tempo, sirvam de motivação para que os funcionários queiram crescer. “Nada mais desestimulante do que metas mal estipuladas. É necessário adequar as metas às possibilidades do cenário atual, além de conferir um aspecto mais real ao negócio.”

8. Otimize seus processos Para melhorar a produtividade, aprimore seus processos, reduza tempos, simplifique e desburocratize.

Essa é uma etapa que pode ser incluída na “organização da casa”. O empresário pode aproveitar o momento para, inicialmente, identificar quais seriam os “gargalos” existentes na sua companhia e, a partir daí, iniciar um processo de aperfeiçoamento dos processos que levará à maior produtividade.

9. Invista na comunicaçãoNinguém vende sem se comunicar com o mercado. Seja eficiente e criativo. Use canais de comunicação mais simples e diretos.

Segundo o coordenador de pesquisas do Sebrae-SP, muitos empresários acreditam que reduzir esse investimento em momentos de crise é uma forma de cortar despesas e, com isso, tornar a empresa mais saudável. “Outros, porém, entendem que o momento acaba sendo mais propício, pois pouca gente anuncia, o que aumenta suas chances de diferenciação, e lembrança”, observa. Para Moreira, anúncios segmentados e ações dirigidas tendem sempre a obter os melhores resultados.

10. Encontre oportunidadesNa crise é que estão as grandes oportunidades. Ocupe espaços deixados por concorrentes. Amplie sua área de atuação.

Estudar as estratégias dos concorrentes para buscar um melhor posicionamento também é uma alternativa. “Isso deve ser feito e observado constantemente. O seu posicionamento no mercado vive ameaçado por quem está sempre querendo inovar e dar um passo a mais. Saber monitorar isso frequentemente é a chave para o sucesso e a jovialidade de uma marca bem estabelecida no mercado”, ensina.

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