Este ano promete!

Por Nuno Antunes Ferreira*

Viramos mais um ano e, ao que tudo indica, 2016 deve ser cheio de emoções. Logo teremos eleições presidenciais nos Estados Unidos. Será que o resultado das primárias nos primeiros Estados vai mesmo mostrar a tendência? De qualquer forma, a economia americana, apesar de problemas e dificuldades, continua dando sinais de pujança, vai crescendo e gerando emprego.

A Europa caminha teimosamente lutando para se manter à tona. Já era um desafio importante fazer com que o PIB europeu crescesse de forma mais ou menos visível e gerasse algum emprego, mas ter, simultaneamente, de fazer face a um movimento contínuo de refugiados para o qual o continente não se preparou é tarefa verdadeiramente hercúlea.

Não são apenas as costumeiras e tradicionais querelas entre europeus ocidentais que têm dado sinais de alerta. São as significativas diferenças culturais, religiosas e de vida em sociedade entre ocidentais e orientais que vão pondo à prova a (frágil) coesão europeia. 2016 será seguramente um ano vital para a Europa.

Canteiro de obras

Alguns fatos interessantes ocorreram neste início de ano no Velho Continente. Na França, o governo planeja uma “Iniciativa de Energia Positiva”, que prevê o abastecimento de energia elétrica a cerca de 8% da população por meio da instalação de mil quilômetros de painéis solares fotovoltaicos no pavimento de estradas, ao longo dos próximos cinco anos.

Ségolène Royal, ministra francesa do Ambiente e da Energia, afirmou numa conferência de autoridades de transportes que as concorrências para o arranque da iniciativa já foram lançadas e que os testes com os painéis começarão na primavera europeia.

De acordo com a Agência Francesa do Ambiente e da Gestão da Energia, 1 quilômetro de estrada com essas características poderá abastecer com eletricidade uma povoação de cerca de 5 mil habitantes.

No Reino Unido, a Highways England, empresa do Estado que detém a responsabilidade de gerenciamento da rede fundamental de estradas, iniciou o debate sobre a construção de um túnel sob o Rio Tâmisa ligando os Condados de Kent e Essex. Se avançar, esse projeto materializará a mais longa travessia do Tâmisa construída em 25 anos. Embora mais cara que uma ligação feita por ponte, a opção do túnel tem a favor o menor impacto ambiental na região. O custo previsto desse projeto é de cerca de 7 bilhões de euros.

A companhia francesa Vinci assinou com o ministério francês da Ecologia, Desenvolvimento Sustentável e Energia, um contrato de concessão que inclui a concepção do projeto, o financiamento, a construção, a exploração e a manutenção da circular oeste de Estrasburgo, numa extensão de 24 quilômetros.

O contrato tem duração de 54 anos, valor de 500 milhões de euros inteiramente financiados pela Vinci e um prazo de execução de 56 meses.

Os trabalhos de elaboração do projeto e construção serão realizados por um agrupamento de empresas constituído por Dodin Campenon Bernard, Vinci Construction Terrassement, Eurovia, Vinci Construction France e Vinci Energies. A engenharia do projeto será assegurada pelas empresas Ingérop, CBDI e IUR.

Durante as fases de projeto e construção, espera-se que o projeto gere cerca de mil postos de trabalho por ano.

Na Alemanha, uma joint venture formada pela Hochtief Infrastructure e pela Franki Grundbau ganhou um contrato no valor de 154 milhões de euros para a construção do Túnel Stellingen, estrutura com proteção acústica com cerca de 1 quilômetro de extensão, em Hamburgo.

Esse é um de três túneis com proteção acústica que serão construídos no plano de expansão do projeto.

 

*Nuno Antunes Ferreira, correspondente internacional da Revista Apelmat – Selemat, é especialista em marketing, vendas e negócios internacionais

 

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