Colaborador engajado atua como “dono do negócio”

Por Marcia Dolores Resende*

Outro dia, li uma matéria em um jornal de circulação nacional que me chamou a atenção. O texto trazia relatos de especialistas em recursos humanos alertando sobre a importância de promover o engajamento nas empresas – uma questão que eu e minha equipe sempre ressaltamos durante as nossas consultorias.

A maioria dos líderes, mesmo sabendo que se trata de um assunto fundamental para um desempenho sadio e sustentável, não se preocupa diretamente com o termo “felicidade”, mesmo que o tema esteja intimamente ligado com a produtividade. Entretanto, este último, sim, tira o sono de qualquer gestor.

A fórmula “engajamento + funcionário feliz + produtividade = aumento nos lucros da empresa” é clara, fácil de entender e já foi comprovada muitas vezes. Entretanto, a dúvida de todos os empresários é de como aplicá-la, uma vez que nem todos os elementos são facilmente identificados em uma corporação. Por exemplo: todos os colaboradores estão satisfeitos? O ambiente de trabalho proporciona uma interação saudável? Como está o nível de produtividade? Infelizmente, são poucos que conseguem ouvir em suas respostas o que que tanto esperam!

Para mudar essa realidade, é preciso voltar ao primeiro item da nossa fórmula: os funcionários. Para saber se estão satisfeitos e motivados, é preciso realizar constantes pesquisas sobre engajamento e satisfação. A partir das respostas obtidas, traçar estratégias para saber o que pode ser aprimorado para alinhar, cada vez mais, a função daqueles profissionais com o ideal (missão, cultura) da empresa e identificar os pontos que possam gerar desafios, que muitas vezes não estão ligados diretamente ao cumprimento das tarefas, mas que podem influenciar em uma série de outros fatores, principalmente no engajamento.

“Vestir a camisa” se traduz em vontade de cooperar, doar-se de coração e sentir-se de fato pertencendo àquele lugar de forma genuína e única. É agir como se fosse o dono da empresa, ou seja, ser apaixonado pelo que faz e por como é feito. Ter um quadro de colaboradores com essa desenvoltura seria um passo para dominar o mercado e permanecer na liderança do segmento em que atua, de forma sustentável.

Este tema sempre foi foco da minha atenção quando comecei minha carreira no ambiente corporativo. Lembro claramente que a cada ação, sugestão ou resolução estavam atrelados resultado e felicidade. Sempre desconfiei de resultados com infelicidade, afinal, tudo o que uma pessoa determina para si com felicidade terá muito mais chances de se efetivar com empenho natural.

Vale lembrar que engajar não significa apenas estar feliz e satisfeito, mas envolve uma série de outras coisas como comprometimento, saber se comunicar na linguagem da empresa, ter relacionamento com o cliente, saber qual a sua função – e, principalmente, como o trabalho deve ser executado – e estar ciente de suas metas e objetivos. O funcionário deve sentir-se bem por pertencer àquela determinada organização. A relação deve ser de ganha-ganha.

Comportamentos desrespeitosos e sem ética afastam qualquer profissional engajado e podem culminar em um processo de assédio moral. As consequências são ações trabalhistas, afastamentos, doenças psicossomáticas e pessoas talentosas procurando oportunidades em outras empresas.

Separei algumas dicas para tornar os colaboradores ainda mais engajados:

– Apoiar sempre que necessário

– Compartilhar o sucesso

– Manter o diálogo aberto

– Ter uma política sólida de desenvolvimento e crescimento profissional

– Sempre reconhecer o sucesso de cada projeto

– Manter um relacionamento sadio entre equipe e liderança

– Buscar formas inovadoras de reconhecimento

 

*Marcia Dolores Resende é criadora do método Engenharia da Felicidade, diretora e coordenadora de desenvolvimento do Instituto de Thalentos

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