Tudo sob controle

Ferramentas avançadas de automação disponíveis no mercado podem ajudar o usuário a ter uma operação mais segura e precisa em seus equipamentos de terraplenagem, o que contribui para resultados cada vez mais satisfatórios. Veja como isso é possível

Em tempos de competitividade acirrada, os processos devem ser ainda mais produtivos. Cumprimento de prazos, eliminação do retrabalho e redução de despesas deixaram de ser metas e passaram a ser obrigações dentro de qualquer empresa. Atentas a essas novas demandas, principalmente entre os usuários de equipamentos de terraplenagem, as fabricantes de sistemas de automação têm oferecido ferramentas sofisticadas de machine control (orientação e automação operacional), que visam a auxiliar o operador na execução de suas tarefas. “A necessidade de reduzir custos é uma demanda que tem se intensificado nos últimos anos. A melhoria dos processos de execução e o aumento da eficiência e qualidade são pontos fundamentais para a sobrevivência em um mercado cada vez mais competitivo e com margens menores”, avalia Evandro Ferretti Manffra, gerente do segmento na América do Sul da Leica Geosystems, empresa com extenso catálogo de sistemas de automação para máquinas pesadas.

Segundo Manffra, os mecanismos de controle de máquina são importantes para garantir que o trabalho seja feito sem erros e dentro da especificação do projeto. “A uniformidade obtida com a utilização de tais sistemas é fundamental para a execução perfeita sem necessidades de retrabalho”, salienta. Além disso, eles permitem que o empreiteiro consiga se manter dentro do cronograma e do orçamento estabelecido. Tendo em vista esse objetivo, foram lançados recentemente um sistema de indicação para perfuratrizes/bate-estacas – o Leica iCon rig – e os sistemas para controle de pavimentadoras 3D – o Leica PaveSmart 3D.

Entre as principais vantagens destacadas pela empresa no sistema Leica iCon rig – que inclui os modelos iRD3 (para perfuração) e iRP3 (bate-estacas) – estão a diminuição de custos com a eliminação ou redução drástica do trabalho de demarcação (diminuição da dependência de estacas de marcação). Além disso, o equipamento fornece listas de pontos via GNSS diretamente para a cabine, para que os operadores possam navegar para os locais com rapidez e precisão. A companhia frisa também as facilidades de integração do sistema com outras soluções iControl sobre uma mesma plataforma e a interface simples e intuitiva. Além disso, as visualizações podem ser customizadas facilmente pelo usuário e o software rig iCON é compatível com vários formatos de dados 3D.

Manffra explica que os sistemas podem ser classificados de duas formas: de indicação e de controle. “Os de indicação mostram ao operador a posição em que se encontra a concha, na escavadeira, e a lâmina, no caso do trator de esteiras e da motoniveladora. O posicionamento da lâmina é realizado pelo operador, que fará isso de acordo com a especificação do projeto. Os sistemas de controle fazem a movimentação da lâmina de maneira automática, e o operador se encarregará apenas de controlar a direção da máquina”, descreve o gerente.

Por meio de uma interface considerada amigável, o operador consegue introduzir os parâmetros de referência diretamente no painel ou carregar o modelo 3D pelo computador do sistema.

“A instalação do produto é feita por profissionais treinados da Leica Geosystems, que irão posicionar os sensores, painéis e demais componentes do sistema no local mais apropriado. Após a fixação dos componentes, o sistema é calibrado e fica apto a operar”, esclarece Manffra.

O gerente calcula ser necessário menos de um ano para que o investimento feito seja pago devido à economia gerada com a sua utilização. “Há de se considerar que existem benefícios de difícil mensuração, como o aumento da segurança na obra. Um passivo trabalhista pode custar o valor do equipamento ou mais”, acrescenta.

Parceria

Entre os destaques apresentados pela New Holland Construction, fabricante de máquinas para construção e infraestrutura da CNH Industrial, durante a M&T Expo 2015 estava o New Holland FleetGrade, machine control da marca, resultado da associação mundial entre a CNH Industrial e a Leica GeoSystems. Ele permite que equipamentos como motoniveladoras, tratores de esteiras, escavadeiras hidráulicas e retroescavadeiras trabalhem de forma guiada, como se utilizassem um GPS. Também proporciona o controle hidráulico automático, no caso das motoniveladoras e tratores de esteiras.

“Normalmente, para realizar uma terraplenagem é necessário realizar o estudo topográfico e depois uma pessoa usa estacas para fazer as instruções para o operador de motoniveladora, ou seja, a precisão do trabalho depende da visão e habilidade do operador”, fala Rafael Barbosa, especialista de produto da New Holland Construction. “Mas com o sistema instalado na máquina usamos o mesmo estudo topográfico. Ele é carregado no sistema, que utiliza as coordenadas precisas para poder controlar a lamina, fazendo assim todo o trabalho. Ou seja, podemos ter menos passadas e consequentemente menos tempo para a conclusão do trabalho, além de garantimos maior precisão”, explica.

De acordo com Marcos Rocha, gerente de marketing de produto da companhia, o usuário dos equipamentos da empresa pode contar com o auxílio de uma equipe especializada para encontrar a solução mais indicada para atender a suas necessidades em termos de automação. “No caso do recém-lançado trator de esteiras D180C, por exemplo, ele tem uma predisposição para esse uso, com botões de ativação desse sistema no console frontal e joystick, além de ativação no painel”, ressalta.

Sem retrabalho

Para John Fierro, gerente regional de contas da Trimble, o principal diferencial do machine control é a eliminação do retrabalho. Especialista em tecnologias de posicionamento, incluindo GPS, laser, óptica e inercial com software aplicativos, comunicação sem fio e outros serviços, a empresa oferece especialmente máquinas de terraplenagem, uma série de sistemas de automação do movimento de corte, incluindo soluções a laser, sistemas de navegação global via satélite (GNSS) ou ópticos para o controle e monitoramento do processo construtivo. “Eles permitem facilitar a operação durante a etapa de terraplenagem, reduzindo significativamente o retrabalho e aumentando a segurança na obra. Como há uma automação na máquina, mesmo operadores pouco experientes conseguem realizar um trabalho de qualidade”, destaca.

Segundo Fierro, para que o operador possa se beneficiar com o uso desses sistemas, basta que os receptores GNSS, as eletroválvulas (dependendo do modelo da máquina) e um computador de bordo sejam instalados. “O receptor GNSS fornece o posicionamento preciso da lâmina da máquina, permitindo que as eletroválvulas acionem seu movimento. Um computador de bordo fornece as informações de corte e aterro em tempo real”, descreve. O gerente-geral de contas acrescenta que recentemente foram implementadas inovações no monitoramento da qualidade da terraplenagem na fase de acabamento, por meio de uma plataforma on-line.

Fierro comenta que as empresas recorrem a essas soluções, entre outros motivos, para conseguir antecipar o prazo de entrega das obras, reduzir o valor da hora-máquina e aumentar a segurança na obra. De acordo com ele, em função do tipo de equipamento a ser instalado e da operação que será realizada, o tempo para o retorno do investimento pode ser de um a oito meses.

Sem dúvidas

1. O que é machine control?

Trata-se de um sistema de direção precisa, posicionamento ou controle da máquina para o aumento da eficiência e produtividade, reduzindo custos operacionais e otimizando o uso de materiais utilizados em processos finais.

2. Quais são os sistemas existentes?

Os sistemas podem ser classificados de duas formas: de indicação e de controle.

Os de indicação mostram ao operador a posição em que se encontra a concha, na escavadeira, e a lâmina, no caso do trator de esteiras e da motoniveladora. O posicionamento da lâmina é realizado pelo operador, que fará isso de acordo com a especificação do projeto.

Já os sistemas de controle fazem a movimentação da lâmina de maneira automática, e o operador se encarregará apenas de controlar a direção da máquina.

Fonte: Leica Geosystems

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