Redução de custos

Para se atingir o equilíbrio nas contas em tempos de crise, o corte estratégico e planejado de despesas é importante para qualquer empresa

Por Fabio Faccio e Maurício Paulo*

 

Não há custo que não possa ser reduzido. Com metodologia e visão completa dos processos internos, as empresas devem mantê-lo no nível mais baixo possível, até porque esse é um dos elementos do negócio que as empresas devem controlar.

Um dos principais obstáculos ao processo de enxugar as despesas é um famoso argumento: o custo está no limite, não há mais o que reduzir. Independentemente do cenário econômico – e o atual nos força a rever os custos permanentemente –, toda companhia que tenha enfrentado e superado uma crise financeira sabe que não há despesa irredutível. O que acontece com frequência é que o objetivo de reduzir não é uma decisão consolidada e firme. É apenas uma vaga intenção, uma experiência, um projeto. As fortes reações dos setores envolvidos (operações, vendas, administração etc.) se encarregarão de boicotar ou dificultar a frágil orientação pela contenção.

Muitas ações podem ser tomadas para alcançar competitividade em custos. Redefinir funções, fundir atividades, agilizar a logística interna e externa, visitar os clientes ou canteiros das obras, negociar com fornecedores e parceiros, planejar e rever a carga tributária são algumas das lições de casa que os empresários devem fazer. Determinadas atitudes fazem parte de todo processo de abatimento de encargos financeiros. Para revisar e reduzir os custos globais dentro das empresas, é necessário reexaminar também os processos internos que os originam.

A urgência em equilibrar as contas e ver resultados efetivos nas companhias faz com que realizemos as duas coisas em paralelo – diminuir encargos e reconsiderar processos. Uma boa redução das despesas com metodologia e planejamento tem como consequência, além da economia financeira de fato, uma reforma profunda de processos, o que traz um ganho perene e permanente de eficiência. Não há como reduzir custos de forma eficaz sem examinar os processos internos da empresa.

Tradicionalmente, as companhias costumam inspirar-se no orçamento do ano anterior e aplicar-lhe índices de redução para montar o do ano corrente, sem saber se o valor de cada despesa corresponde à realidade daquele momento. Para evitar essa distorção, deve-se adotar o Orçamento Base Zero (OBZ). Parte-se sempre do zero, estudando as despesas uma por uma para identificar possíveis excessos (ou carências) nos gastos de cada item. Isso vale para tudo: compra de insumos, aquisição de material de escritório ou gestão de serviços terceirizados.

A rigidez no controle de custos faz com que as empresas obtenham ganho significativo na gestão dos processos internos. A perseguição à contenção de despesas deve ser constante e permanente, mas para alcançar os resultados desejados deve ser tratada com urgência, pois sempre é tempo de rever seus custos!

 

*Fabio Faccio e Maurício Paulo são sócios-diretores da Infinity Consulting – Consultoria Empresarial

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