Pacote de concessões: atrativo para investidores?

Com regras de concessão e modelos financeiros mais realistas, plano pode atrair número maior de investidores que em 2012

O governo federal anunciou em junho deste ano, a segunda etapa do Plano de Investimento em Logística (PIL), com investimentos estimados em R$ 198,4 bilhões. Desse total, R$ 69 bilhões devem ser realizados até 2018.

Para o coordenador de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina (FASM), Reginaldo Gonçalves, o investidor espera por um choque de confiança do governo. Ao contrário de 2012, as regras de concessão e modelos financeiros são mais realistas e devem ser mais atrativas ao investidor do que na oportunidade anterior.

“Na análise de viabilização econômica, as empresas só se interessam por opções com melhor taxa de retorno”, explica. “A busca por recursos privados pode aquecer o mercado, mas é preciso aumentar a atenção sobre a transparência das operações, uma vez que em alguns casos o governo participará dos negócios como investidor ou como financiador, com taxas de juros mais atrativas”, avalia. “Muitas empresas que poderiam participar dos projetos estão envolvidas na Operação Lava Jato. Isso é um risco na busca por investidores tanto no mercado interno quanto externo”, acrescenta.

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