Para o alto e avante

Com 15 anos recém-completados de atuação no Brasil, a JLG acompanhou o amadurecimento do mercado de locação de máquinas no País e contribuiu com tecnologias que mudaram definitivamente a forma de trabalho em altura

 

Novas tecnologias têm o poder de mudar para sempre a forma como se realiza uma tarefa. Em muitos casos, são evoluções irreversíveis que tornam atividades cotidianas muito mais fáceis de serem executadas e fazem parte daquilo que é chamado inovação disruptiva. Foi esse o conceito usado por Marcio Cardoso, vice-presidente de vendas e pós-vendas da JLG para a América do Sul, para descrever o “antes e depois” das plataformas de acesso, que passaram a integrar os equipamentos presentes nos canteiros de obras. “Elas mudaram a perspectiva de como se trabalha em altura, algo que não volta atrás.”

O fato de ser uma das primeiras fabricantes a trazer esses produtos ao País é considerado pela empresa uma de suas principais realizações. Além disso, a JLG acredita que os treinamentos são a melhor forma de garantir o retorno sobre o investimento aos clientes.

Revista Apelmat/Selemat De que forma os equipamentos de acesso mudaram a dinâmica da construção civil no Brasil?

Marcio Cardoso Fiz uma apresentação para a Federação Internacional de Plataformas Aéreas (Ipaf) na qual citei o conceito de inovação disruptiva: ideias que mudam a forma como se vive e se trabalha, como o celular e o cinto de segurança. Com as plataformas, foi a mesma coisa. Elas mudaram a perspectiva de como se trabalha em altura, algo que não volta atrás. Depois desse conceito, não se vê mais guindastes com gaiolas e cestas para o trabalho em altura, pois se sabe que existe uma forma correta. Nesse ponto, a JLG foi uma das pioneiras. Por meio de uma joint venture com a Mills, em 1996, criou a necessidade dessa tecnologia no Brasil.

RAS Há 15 anos, o que motivou a decisão de vir para cá?

MC Uma das coisas que motivaram a nossa vinda foi usar os Estados Unidos como exemplo. Lá o mercado hoje é bem maduro e despertou na JLG a ideia de empreendedorismo, de trazer eficiência produtiva e segurança para cá. Também houve um ganho muito grande de produtividade. Antes, para efetuar uma pintura a 15 metros de altura em uma extensão de 40 metros, por exemplo, você precisaria de 1 tonelada de andaimes e vários caminhões, três dias de montagem, três turnos completos, sem contar a mão de obra e a sujeira; hoje, com uma plataforma e um caminhão, essa tarefa pode ser feita em minutos. A agilidade é muito maior, sem falar na limpeza, que também é muito importante.

Além disso, há a questão da segurança. Naquela época, a mão de obra era mais barata e não existia norma regulamentadora. Hoje existem normas específicas como a NR-18 (plataforma aérea) e a NR-35 (trabalho em altura).

RAS Como a empresa evoluiu desde então em relação a número de clientes, funcionários, colaboradores e treinamentos?

MC A JLG começou com quatro pessoas. Hoje tem um quadro de aproximadamente 60 pessoas. Com relação aos clientes, nosso foco principal é o locador, que responde por 95% dos nossos negócios, outros são corporativos e grandes frotistas.

Nossa parceira Mills começou em 1996 com um único cliente. Desde então, o leque aumentou muito e o segmento amadureceu. Hoje, temos uma carteira com mais de 170 clientes, entre pequenos, médios e grandes.

O treinamento é a expertise da JLG. É importante que o investimento na máquina se justifique e, para isso, um técnico bem treinado é fundamental. Ele melhora o retorno sobre o investimento; afinal, máquina parada é dinheiro perdido. Temos cinco diferentes treinamentos técnicos e ministramos dois deles por mês.

RAS Eles fazem parte da JLG University?

MC Sim. São treinamentos padronizados para os nossos clientes, focados principalmente na NR-18, que normaliza a operação da plataforma e tem uma revisão esperada para este ano. Abordamos não apenas a operação, mas também a segurança no carregamento e descarregamento, a visualização do local e a conscientização do operador.

RAS Houve alguma ação especial para comemorar os 15 anos de atuação no Brasil?

MC Fizemos uma celebração interna, mas estamos planejando uma comemoração na M&T Expo com os clientes.

RAS Como foi o ano de 2014 para a empresa?

MC Fechamos 2014 muito bem. Nosso ano fiscal se encerrou em 31 de setembro e, apesar de o último semestre ter sofrido uma retração – efeito pós-Copa –, tivemos bons resultados. No ano passado, por exemplo, “explodiram” os pedidos por tesouras pantográficas. Elas têm 12 metros de altura de trabalho e podem ser usadas em construção, expansão fabril ou manutenção predial. Podem ser consideradas como investimentos baixos; são modelos de entrada para o locador que esteja começando no negócio.

RAS Há algum segmento em que apostam especialmente?

MC O locador, independentemente do tamanho, não é um cliente pontual, é constante. Temos um relacionamento contínuo e estamos sempre em contato. É o nosso foco principal.

RAS O investimento em inovação é uma preocupação?

MC Trata-se de um mercado recente, no qual a inovação é constante. Na última Conexpo, todo nosso estande era composto por lançamentos, em um total de dez diferentes modelos. Em alguns casos, foram apenas melhorias, mas houve também novas tecnologias. Para a M&T Expo, deve chegar ao Brasil a maior plataforma aérea do mundo, a 1850 SJ. Ela foi lançada em março de 2014 nos Estados Unidos e nenhum dos nossos concorrentes tem. São 185 pés (56,4 metros) de altura de trabalho.

Além dela, destaco o Telehandler RS, lançado no mesmo período no mercado norte-americano. É um manipulador telescópico desenvolvido especificamente para os mercados emergentes e que tem especificações voltadas para o locador, como o baixo custo de manutenção. Ele tem também um pino de fixação do braço mais baixo, o que reduz a quantidade de componentes e, consequentemente, a intervenção na manutenção torna-se menor.

Share

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *