Noite de gala

A tradicional festa de fim de ano da Apelmat surgiu com a proposta de envolver a família dos associados

 

O início da Apelmat foi marcado pela adesão de novos empresários. Como afirma José Dias, da Gonçalves & Dias e um dos fundadores da associação, “no começo, um monte de portugueses se uniu, começou a se ajudar e, a partir daí, outras pessoas apareceram porque viram que as coisas iam bem”.

Para somar forças e agrupar os empreendedores que pensavam em formar a entidade, não bastava, porém, marcar uma reunião. O peixe seria “fisgado” pelo estômago.

“Quando começamos a montar esse grupo, fazíamos uma espécie de coquetel para juntar o pessoal. Se não tivesse algo pra comer e beber, não vinham”, conta. Era a esposa de Dias, junto com a mulher de seu ex-sócio, quem preparava todos os salgados servidos.

O coquetel deu lugar ao churrasco quando, já com a entidade fundada, novos empresários entraram para o grupo. Porém, no segundo e no terceiro churrascos, discussões acenderam a luz amarela. “A preocupação era que houvesse uma divisão na Apelmat”, lembra. “Na época, era difícil porque ganhava-se dinheiro – e não como hoje. Com os bolsos cheios, tinha gente que achava que era dono do mundo.”

A gota d’água foi uma briga. “Tomamos uma decisão: dali em diante, não faríamos mais o churrasco. Passaríamos a ter nossas reuniões para cuidar do nosso patrimônio.”

A mudança surtiu efeito e nasceu a ideia de criar um evento com um tom mais familiar, para os empresários e suas esposas. Até então, somente os homens participavam dos encontros.

Dress code: social

Em dezembro de 1986, o Buffet Torres foi palco da primeira festa de fim de ano da Apelmat. O convite feito aos associados exigia que todos fossem a caráter, em traje social. “Falamos pra todo mundo ir como a um casamento, de terno e gravata.”

Os “briguentos”, que queriam ser melhores que os outros, questionaram se tinha de ser assim. A resposta foi um sonoro “sim”. Se alguém não estivesse com a devida roupa, não entrava no jantar dançante. “Esse é um caso interessante. Eles entraram no salão como vão os padrinhos e a noiva para o altar da igreja. Pareciam uns anjos”, conta Dias em meio a risadas.

Cerca de 250 pessoas participaram da primeira noite de gala, que contou com sorteio de mimos para os convidados e foi patrocinada pelos próprios empreiteiros.

“Quando envolvemos a família, tudo mudou. Aí, estávamos no paraíso”, lembra Dias. “Era como é atualmente. Tudo bem organizado, com banda, um jantar dançante que acabava à 4 ou 5 horas da manhã. Ninguém queria ir embora e não faziam nada de errado.”

Além de proporcionar um tempo agradável, entre brindes, risadas, música e boa comida, a iniciativa beneficiou a Apelmat. “Colocamos a família junto com a empresa”, resume Dias. “O convite era para o marido, para a esposa e para os filhos. E isso elevou o conceito da associação”, completa. No ano seguinte, a festa contou com patrocinadores externos e reuniu 400 pessoas.

O evento, que entrou definitivamente na agenda de programação da Apelmat, é um momento agradável de confraternização que continua a reunir empreiteiros, empresários do ramo de terraplenagem e construção e parceiros importantes.

Share

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *