Em sintonia com o espírito do Natal

Em dezembro de 2014, a sede da Apelmat/Selemat foi palco da esperança, da alegria e de muitos sorrisos

O tocar do sininho do Papai Noel. A roupa, em vermelho vivo, evidenciada pelo ambiente de paredes claras da sede da Apelmat/Selemat. E presentes, muitos presentes.

Ao lado, na Paróquia Santo Estevão Rei, o salão da igreja abrigava um clima de expectativa. Cerca de cem famílias, com 190 crianças, aguardavam pelo encontro com a figura natalina e por um Natal melhor.

Assim começou a noite de 19 de dezembro no primeiro ano em que a Apelmat realizou o Natal da Solidariedade. “Tudo foi bem organizado. Os associados e as empresas parceiras da associação colaboraram com doações e tivemos o apoio da paróquia”, descreve Marcus Welbi, presidente da entidade.

Encarregado de listar as famílias, inclusive com detalhes como idade e sexo a fim de garantir presentes individualizados, para o padre Joaquim Crispim de Oliveira, que durante quatro anos esteve à frente da paróquia, o trabalho não foi difícil. “Numa parceria, você soma e é mais fácil caminhar”, fala.

Chamadas uma a uma, cada família recebeu um lanche e seguiu para a sede da Apelmat/Selemat, onde recebeu a cesta de Natal e, as crianças, o tão desejado presente.

Com três filhos e à espera do quarto, Vilma, moradora da região, soube da iniciativa pela cunhada. “É bom para as crianças, que ficam mais felizes. No final de ano é difícil dar presente para eles”, fala.

O caçula, Luiz Henrique, respondeu rápido quando foi perguntado se havia feito algum pedido para o Papai Noel. “Um brinquedo”, disse com os olhos brilhando por ter sido atendido.

Mara e a família também aprovaram a ação. “Meu irmão, que trabalha no Mercado e Casa de Carnes Dadá, ficou sabendo”, conta. “A cesta ajuda para um dia 25 diferente.”

Festa completa

“Estava com medo, porque já colaborei em outras ações e foi complicado. Mas aqui foi ótimo”, conclui Zeneide Saraiva Lourenço, coordenadora da liturgia na paróquia. “Abrimos a igreja para as pessoas, todos respeitaram, esperaram a vez de receber o lanche, a cesta e o brinquedo”, completa.

Os associados e parceiros da Apelmat, além de colaborarem para a concretização da ação social, ainda puseram a mão na massa e participaram da entrega das cestas e dos presentes.

“É muito bom ver uma criança recebendo um brinquedo que não conseguiria comprar. O rostinho deles é felicidade pura e vale todo o esforço e trabalho”, descreve Ademir Geraldo Bauto, conselheiro fiscal da Apelmat.

Cátia Cilene de Oliveira Souza, coordenadora de um trabalho social na favela próxima à Vila Anastácio e que ajudou no cadastramento, acrescenta que, para as crianças e para as famílias, essa ação foi muito importante. “Com certeza, foi um Natal melhor para eles.”

A meninada ainda ganhou paleta mexicana, doada por um dos diretores da Apelmat. “Foi uma festa completa para todo mundo, mas este foi o primeiro ano. Queremos, com o braço social da associação, dar continuidade a essa ação”, pontua Welbi. Para ele, o desafio é o de aumentar o número de famílias atendidas. “Para isso, precisamos crescer, ter mais empresas participantes e aumentar o recurso arrecadado.”

Uma das últimas crianças a receber o brinquedo saiu correndo com o pacote grande na mão. Orgulhoso e feliz, gritou para seu amigo: “Ricardo, o presente que eu queria era deste tamanho!” Assim terminou uma noite marcada por muitos sorrisos.

 

Em números

– 110 famílias atendidas, totalizando 500 pessoas

– 500 lanches distribuídos

– 190 crianças presenteadas com brinquedos adequados para sua faixa etária

– 110 cestas de Natal

Share

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *