Assim vai a Europa …

Por Nuno Antunes Ferreira*

 

O mundo continua sendo fascinante. Raramente pensamos no planeta que habitamos como sendo um ser vivo – que o é – e que faz coisas em uma escala que ultrapassa a nossa pequenez humana. Mas é essa a realidade.

Gerir uma empresa, que também é um ser vivo, requer determinação, vontade de vencer e ainda o talento necessário à criação de plataformas de entendimento capazes de acomodar diferentes visões e formas de estar. Qualidade menos frequente do que seria desejável.

E que qualidades serão necessárias para gerir países num mundo em permanente transformação? Basicamente as mesmas, com doses acrescidas de bom senso!

Na Europa, o bom senso não se tem evidenciado. Isso se traduz em ausência de crescimento econômico ou em aumentos pífios. Esse fato, somado ao inverno que tem sido rigoroso, resulta num adormecimento das obras e da construção.

Mas o Velho Continente precisa de mais obras? Claro que sim. Todo mundo está esperando que o inverno dê trégua e reza para que as medidas recém-anunciadas pelo Banco Central Europeu, bem como o chamado Plano Juncker, façam chegar dinheiro na economia e haja algum investimento público e privado.

Pode ser que então deslanchem as obras relacionadas, por exemplo, ao setor energético, campo no qual as preocupações europeias são enormes.

Adicionalmente, as vias de comunicação, quer se trate de obras de manutenção e/ou extensão de portos e aeroportos, quer alargamento ou condicionamento de rodovias, solicitarão investimentos, os quais espera-se sejam capazes de reanimar um dos mais importantes setores de dinamização das economias.

Enquanto isso não acontece, melhoramentos vários vão tendo lugar em pontos diversos da Europa, em áreas capazes de incrementar a eficiência e a produtividade do setor.

Tal como em tantos outros lugares do globo, na Europa continuam sendo roubadas máquinas em grande quantidade. Porém, está extremamente desenvolvido um sistema de identificação único de equipamentos que muito facilita a localização e a recuperação pelas autoridades.

Merece também destaque o BIM – Building Information Modelling, ou Modulação de Informação de Construção. O BIM vem se tornando muito popular, uma vez que permite a representação digital de características físicas e funcionais, bem como a interação dos intervenientes em grandes projetos de construção e infraestruturas. O BIM pretende facilitar e acelerar os processos de decisão sobre determinada obra.

Por fim, algumas curiosidades. A Suíça continua sendo o país onde a construção é a mais cara do mundo. E o bilionário mexicano Carlos Slim adquiriu 25,6% da construtora espanhola FCC. Será que ele está descobrindo negócios também ao alcance das empresas brasileiras?

Um bom ano para todos e um excelente 2015 para o nosso Brasil!

 

*Nuno Antunes Ferreira, correspondente internacional da Revista Apelmat/Selemat, é especialista em marketing, vendas e negócios internacionais.

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