O que o futuro reserva

A comercialização de equipamentos de construção deve apresentar queda em 2014, com uma retração de cerca de 6% em relação a 2013. Serão mais de 67,7 mil máquinas vendidas contra mais de 72 mil unidades comercializadas no ano anterior. A constatação é do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção, elaborado pela Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema).

O estudo contempla equipamentos de movimentação de terra, a chamada “linha amarela”, e outros como gruas, guindastes e plataformas aéreas. Há também uma estimativa dos tratores de roda e caminhões rodoviários demandados pelo setor de construção.

A queda em 2014 é decorrente de alguns fatores como a desaceleração da economia brasileira, as políticas públicas dos investimentos em infraestrutura e o período eleitoral. A linha amarela sofrerá uma diminuição de 12,7% nas vendas deste ano ante 2013, bem como as demais categorias, compostas por gruas, guindastes, compressores portáteis, plataformas aéreas, manipuladores telescópicos e tratores de pneus, que apresentam uma estimativa de retração de 14,8%.

Os equipamentos com maior percentual de retração em 2014 em comparação com o ano anterior são as retroescavadeiras (linha amarela), com uma queda na comercialização de 42,6%, os guindastes (46,3%) e as plataformas aéreas (24,7%).

No entanto, o estudo revela que resultados positivos como a alta na venda de rolos compactadores (13,2%), motoniveladoras (8,3%), e pás-carregadeiras (5,2%), além dos caminhões rodoviários demandados pelo setor da construção (6,8%). Esses três últimos equipamentos obtiveram crescimento em decorrência, principalmente, das encomendas feitas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.

No caso da importação, a estimativa é retração. De janeiro a setembro deste ano, elas chegaram a cair 27% em relação a igual período de 2013. Os fatores para esse resultado são a desaceleração do mercado interno com a desvalorização cambial e a entrada de alguns desses importadores como fabricantes no território nacional.

Em relação aos setores que utilizam máquinas para a construção, a área de infraestrutura responde pela maior parte dos equipamentos adquiridos em 2014, com 32 mil unidades, seguido pela construção civil, com 25 mil unidades.

Projeções até 2019

A partir de 2016, a estimativa é de que o setor tenha uma retomada, dependendo dos investimentos em novas obras, principalmente na área de infraestrutura, bem como do crescimento da construção civil.

No caso da população de máquinas, as que tem até 10 anos de uso continuarão a crescer a uma taxa que pode variar entre 6% e 7% ao ano até 2019. Já os equipamentos com até 4 anos de uso, a estimativa é de uma retração até 2016 e uma retomada em 2017.

O Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção é editado desde 2007 e abrange os principais equipamentos da chamada linha amarela (terraplenagem e compactação), além de gruas, guindastes, compressores portáteis, plataformas aéreas, manipuladores telescópicos, tratores agrícolas e caminhões utilizados por construtoras.

A compilação e análise dos dados conta com as consultorias econômicas do jornalista e economista Brian Nicholson e do professor Rubens Sawaya, da PUC-SP. O estudo reflete a expectativa das empresas envolvidas no setor, como fabricantes, distribuidores e importadores, além da visão de quem adquire equipamentos.

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