Em segundo plano

O Brasil coleta 243 mil toneladas de lixo todos os dias, e mesmo com a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em vigor desde agosto de 2014, mais da metade de todo esse material é destinado a lixões expostos a céu aberto sem nenhum controle ambiental. O que é preciso acontecer para que essa realidade mude?

“Acredito que um ponto de inflexão reside no entendimento do que seja tratamento de resíduos e do motivo pelo qual ele é tão necessário”, afirma Leticia Tavares Theotonio, gerente de projetos para novos negócios ITVR, na Revita Engenharia, empresa do Grupo Solví (foto). “Em todo o mundo, a introdução do tratamento de resíduos antes da disposição final tem um único objetivo principal, que é contribuir para a proteção do clima. No Brasil, a questão climática aparece de uma maneira subsidiária nos debates.”

A gerente diz que devemos partir do pressuposto que o aterro sanitário não é tratamento, é armazenamento controlado. “Mesmo construído sob o maior rigor técnico e operacional possível, ele não terá controle sobre a degradação da matéria orgânica, ou seja, permanece emitindo gases prejudiciais.”

Já para a introdução do tratamento é preciso solucionar duas questões: a qualificação profissional e o custo, que hoje é balizado em realidades técnica, operacional e comercial diferentes do Brasil.

O custo de uma planta de tratamento é, grosso modo, segundo Leticia, o dobro do valor de um aterro sanitário. “Como explicar essa diferença para uma prefeitura que mal consegue manter as contas em dia?”, questiona. “Diante disso, não há como negar que a compreensão do que é tratamento e sua importância ambiental está entre os principais desafios a serem superados.”

 

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No portal de notícias Apelmat, você confere a entrevista completa com Leticia sobre essa questão.

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