Em perspectiva

Marcus Welbi, presidente da Apelmat e do Selemat, destaca as principais ações da associação neste ano e fala dos planos para 2015

Por Tatiana Alcalde

 

Atípico, o ano de 2014 parece não deixar muita saudade. A comercialização de equipamentos de construção deve apresentar queda, com uma retração de cerca de 6% em relação a 2013, segundo o Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção, elaborado pela Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema).

A queda é decorrente de fatores como a desaceleração da economia brasileira, as políticas públicas dos investimentos em infraestrutura e o período eleitoral. A análise contempla equipamentos de movimentação de terra, a chamada “linha amarela”, bem como os demais equipamentos, como gruas, guindastes e plataformas aéreas, e ainda uma estimativa dos tratores de rodas e caminhões rodoviários demandados pelo setor de construção.

Como pano de fundo, a previsão de crescimento do PIB brasileiro caiu ao longo dos meses, sendo acompanhada pela queda da confiança do setor de construção de forma geral, em um reflexo da retração sobre a expectativa econômica. Paralelamente, a confiança das empresas envolvidas em infraestrutura, obras civis e edifícios caminhou um nível abaixo do setor, refletindo fortemente a queda do PIB.

Nesse contexto pouco favorável, o segmento de locação conseguiu sobreviver. “A construção civil foi e é a maior consumidora no mercado de locação de equipamentos da linha amarela. Por isso o setor não parou, mas, por outro lado, não houve crescimento”, avalia Marcus Welbi, presidente da Associação Paulista dos Empreiteiros e Locadores de Máquinas de Terraplenagem e Ar Comprimido (Apelmat) e do Sindicato das Empresas Locadoras de Equipamentos e Máquinas de Terraplenagem do Estado de São Paulo (Selemat).

Para 2015, Welbi não perde a esperança. “Vamos ter um ano em que devemos acreditar, tendo muita cautela e consciência para realizar investimentos, dedicando mais tempo ao planejamento”, diz. Confira, a seguir, a entrevista.

 

Revista Apelmat/Selemat Qual o balanço que o senhor faz deste ano para o segmento de locação de equipamentos da linha amarela?

Marcus Welbi Um ano atípico para o setor, que sofreu com a Copa do Mundo da Fifa e com as eleições. Ainda assim, a construção civil foi e é a maior consumidora no mercado de locação de equipamentos da linha amarela. Por isso o setor não parou, mas, por outro lado, não houve crescimento.

RAS Em relação ao trabalho realizado pela Apelmat, quais os principais destaques de 2014?

MW Neste ano, a Apelmat se preparou e se profissionalizou para atender e aumentar sua carteira de associados, oferecendo novos benefícios para quem paga as mensalidades e, principalmente, lutando por ampliar nosso espaço. Um exemplo foi a campanha ”50% Rental” feita junto às construtoras, mostrando a oportunidade que tinham de investir capital em obras e não em equipamentos, dando abertura para as empresas especializadas que alugarem seus equipamentos.

RAS Para 2015, quais desafios você acredita que o segmento terá de encarar?

MW Como todos os setores, estamos de olho na economia e vamos depender muito das ações do governo para retomar o crescimento. Vamos ter um ano em que devemos acreditar, tendo muita cautela e consciência para realizar investimentos, dedicando mais tempo ao planejamento.

RAS Como a Apelmat irá se posicionar?

MW Vamos munir nossos associados com informações entregues em forma de palestras, cursos e troca de conhecimento.

Além disso, existe um projeto de ajuda para as empresas familiares, que será realizado com o auxílio de profissionais experientes em questões motivacionais. Ele será voltado para as microempresas e empresas de pequeno porte, já que, na maioria das vezes, elas são formadas por maridos, esposas, filhos e irmãos. Quando a crise econômica chega, ela afeta também a estrutura familiar com um todo.

RAS Na sua visão, como as empresas devem encarar o próximo ano?

MW O ideal seria fazer um planejamento estratégico, ou seja, aproveitar os números e pensar nas tomadas de decisões, praticando o budget 2015, cost out e previsão de faturamento, mas sabemos que isso é utópico. Se a empresa puder realizar um pequeno investimento, aconselharia a contratação de um consultor, pois somos bons comerciantes, bons locadores, bons engenheiros, mas péssimos administradores – daí a necessidade de um profissional que acompanhe o empresário por um período para encontrar erros e ajudar a corrigi-los.

RAS Quais os planos da Apelmat para 2015?

MW A associação completará 30 anos e, por isso, desenhamos o “Projeto 30 anos”. Não dá para descrever em poucas linhas, mas posso adiantar que quem sai ganhando são os associados. Um exemplo: acabamos de adquirir um simulador para treinamento de operadores de escavadeiras hidráulicas.

RAS Como presidente da Apelmat, o que o senhor espera dos associados?

MW Há muito tempo escutei esta frase: “Espere e confie”. Espero que nossos associados acreditem no meu empenho, dos diretores, da equipe técnica e dos colaboradores para que nossa associação seja a maior e melhor do setor. E que, além de ajudar os associados diante das dúvidas que venham a ter, possamos orientar e ser referência nacional.

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