Novo em folha

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) estima que cerca de 230 mil caminhões com mais de 30 anos rodem pelo Brasil. Com tecnologia ultrapassada. Além de poluir o ambiente, geram maior risco de acidentes.

O programa nacional de renovação de frota de caminhões, que deve ser lançado após as eleições, visa retirar das estradas veículos pesados com mais de três décadas de uso. Além disso, o objetivo é reduzir a idade média da frota de caminhões brasileira, o que poderia estimular a indústria.

O texto levado ao Ministério do Desenvolvimento e à Casa Civil foi assinado por dez entidades representativas de setores como indústria automobilística, transportes, logística e siderurgia, além do sindicato dos metalúrgicos do ABC paulista.

Segundo Valdner Papa, diretor de relações com o mercado e representante da Fenabrave no grupo Coalizão para renovação de Frota, o programa é resultado do trabalho de praticamente todas as entidades envolvidas com o setor automotivo. “Todos os planos anteriores foram encaminhados isoladamente por cada entidade e os resultados não foram os melhores. Então, criou-se uma coalização de todos os interessados, que se juntaram para fazer uma única proposta.”

Pela proposta, o caminhoneiro, ao entregar seu caminhão antigo para sucateamento, receberia R$ 30 mil em crédito tributário para a compra de um novo.

Ele também teria à disposição uma linha de crédito especial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no financiamento do caminhão zero quilômetro.

Em um texto enviado à imprensa sobre o programa, são destacados os benefícios ao meio ambiente, à segurança nas estradas e, até mesmo, à balança comercial.

As entidades ressaltam que caminhões antigos estão envolvidos em cerca de 25% dos acidentes graves nas estradas brasileiras e que a troca dos defasados por novos, geraria, em dez anos, uma economia de aproximadamente R$ 5 bilhões na balança comercial brasileira, ao diminuir a necessidade da importação de diesel.

“Haverá uma economia na importação de diesel, porque os caminhões novos consomem menos que os antigos”, justifica. “Com um menor tempo médio de vida do caminhão, a frota brasileira passará a ser mais nova e com todas as vantagens que essa condição proporciona. Isso significa um abatimento no frete e consequente diminuição do custo Brasil”, fala Papa.

Mesmo que seja lançado neste ano, a operacionalização do programa só deve acontecer em 2015.

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