Mobilidade e qualidade de vida em conflito

Uma pesquisa realizada pela Home Agent, empresa que oferece teleatendimento customizado cujo diferencial é a instalação de postos de trabalho em casa, indicou os principais pontos negativos e positivos da cidade de São Paulo, bem como o impacto da Mobilidade Urbana sobre a vida do paulistano.

Como pontos negativos, os entrevistados destacaram que a violência e a insegurança são os principais fatores presentes na cidade (85,7%). Em segundo lugar, com 85%, está o trânsito, seguido do estresse (32,1%) e da poluição (31,6%).

Mas nem só com pontos negativos São Paulo é lembrado. Entre os pontos positivos, os entrevistados indicaram o mercado de trabalho (64,7%), seguido da ampla diversidade cultural (61,7%), variedade de serviços e negócios ofertados aos moradores (46,6%) e importantes instituições de ensino (36,8%).

A qualidade de vida também foi um dos itens avaliados e o resultado bateu na trave. A média para esse quesito ficou em 3,26, sendo que o número 3 faz a divisão entre posicionamentos negativo e positivo.

O impacto da mobilidade urbana resulta em uma influência negativa sobre a qualidade de vida. A relação desse impacto é direta sobre a produtividade dos moradores da cidade sob a ótica de 81,2% dos entrevistados", afirma André Guastalle, analista de inteligência de mercado da Home Agent e coordenador da pesquisa.

Meios de transporte

A pesquisa ainda avaliou o meio de transporte mais utilizado durante a semana. Os respondentes apontaram o carro particular como o mais usado (30%), seguido por ônibus e do metrô (20,3%), por metrô + ônibus + trem (15%) e somente ônibus (8%).

Cerca de 60% dos entrevistados disseram que utilizam o transporte público em seus deslocamentos diários como meio principal.

A situação muda quando a análise enfoca apenas o uso do meio de transporte nos finais de semana: 54% utilizam o carro ante 30% que andam de transporte público.

De forma geral, a avaliação é de insatisfação em relação à principal forma de transporte utilizada durante a semana (43%).

Por região, os moradores da Zona Leste apresentam maior grau de insatisfação médio em relação ao seu principal meio de transporte. Já, a área que apresentou a melhor avaliação média foi a Zona Oeste.

Aos finais de semana, o grau de satisfação é maior – 44% dos entrevistados disseram estar satisfeitos. Entretanto, a avaliação média dessa questão posiciona-se próxima à linha de divisão com a avaliação indiferente.

Em relação ao meio de transporte preferencial para realizar os deslocamentos durante a semana os entrevistados apontaram que o meio mais desejado é o carro, seguido por deslocamento a pé, bicicleta e apenas metrô.

Aos finais de semana a representatividade do carro aumenta, seguido pela bicicleta, deslocamentos a pé e uso apenas do metrô.

O estudo também questionou sobre qual seria o tempo considerado "justo" ou ideal para realizar os deslocamentos diários considerando, por exemplo, a ida e a volta ao trabalho durante a semana. O estudo apontou que o tempo médio ideal seria de 51 minutos.

A realidade é bastante diferente. A pesquisa constatou que o tempo médio gasto em deslocamento na cidade é mais que o dobro do tempo apontado como ideal, totalizando cerca de 1 hora e 50 minutos.

Sobre a amostra

A Home Agent realizou o estudo com moradores da Grande São Paulo. Contribuíram com suas opiniões mais de 210 participantes. Após essa etapa, os dados foram validados, chegando à amostra final de 174 pessoas.

Cerca de 50% de participantes tem até 30 anos, 36% de 30 a 39 anos e 15% acima de 40 anos. 86% possuem ensino superior incompleto ou completo.

26% declararam possuir renda familiar de até R$ 2.654,00 e dessa forma se enquadram nas classes E, D e C, conforme o critério de classificação econômica da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP).

A participação dos moradores da cidade se dividiu por regiões da seguinte forma: maior participação da Zona Sul (33%), seguido pela Zona Leste (30%), Zona Oeste (17%), Zona Norte (16%) e região central (5%).

A maioria dos entrevistados (56%) possuem veículos próprios, sendo carros e/ou motos.

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