A quem dar crédito?

Senhoras e senhores, parceiros e colegas da categoria, as eleições estão chegando e com ela as “promessas” de campanha. Não vamos nos deixar iludir novamente com as que são falsas.

Sejamos conscientes e, acima de tudo, racionais, pois estaremos elegendo governantes que ditarão as regras da economia nos próximos quatro anos. Normas que irão afetar diretamente nossas empresas, sejam grandes ou pequenas. E economia que, diga-se de passagem, está muito mal para o setor, como um paciente na UTI sem expectativa de melhora.

O nosso segmento amarga uma crise desde 2010, agravada por políticas errôneas e equivocadas que dificultam ainda mais a nossa luta.

Nos últimos anos, enfrentamos muitos problemas como entraves ambientais, demora ou falta de verba pública, disputas jurídicas etc. Na contramão, empolgados com linhas de créditos subsidiadas pelo governo e “promessas” de muitas obras de infraestrutura que estavam por vir de governos federal, estaduais e municipais, compramos equipamentos, investimos em mão de obra, contratamos e treinamos profissionais. E nada aconteceu, ou seja, o governo nos deu crédito, “prometeu” obras, mas não as fez. Ficamos totalmente endividados e frustrados, pois a necessidade de infraestrutura existe.

A Copa do Mundo da Fifa, o maior motivador do nosso investimento, ao contrário do que achávamos, foi um sucesso. Porém custou o dobro do previsto e as obras ficaram por conta de três ou quatro megaconstrutoras, as mesmas de sempre.

Diante de tudo isso, temos que tirar uma lição, a de não acreditar em “promessas” do governo.

Nesta edição, tratamos de questões sensíveis tanto para o nosso setor quanto para a sociedade brasileira: a mobilidade urbana e a logística. Além disso, trazemos um panorama do cenário no mercado de locação e de como podemos encontrar soluções para o nosso negócio.

Penso eu que é hora de refletir sobre o que estamos passando, nos organizarmos, planejarmos melhor e visarmos à união da categoria para que possamos, juntos, exigir mais de nossos governantes. Só assim teremos um Brasil melhor e mais justo. Eu acredito!

Pense bem na hora do voto.

Wanderley Cursino Correia, vice-presidente da Apelmat

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