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Soluções inteligentes para gestão de frotas, controle de máquinas, monitoramento on-line e gestão corporativa são algumas das apostas para elevar a produtividade e reduzir custos

 

Com o desenvolvimento da construção e da mineração no Brasil, as empresas que atuam nesses dois segmentos buscam maior produtividade, a fim de garantir a competitividade e a sustentabilidade de seus negócios. A saída tem sido investir em equipamentos mais modernos, novos métodos construtivos, controle de máquinas e sistemas inteligentes que contribuem para uma gestão mais efetiva da frota.

A tecnologia não é um simples acessório ou uma corrente contra a qual não há como nadar contra. Aplicada às máquinas de construção, ela proporciona maior eficiência e qualidade ao trabalho. Além disso, torna o ofício do trabalhador mais seguro. “Hoje, o operador comanda a máquina com o uso de joysticks e acionando botões. Não existe mais esforço físico”, comenta Relton César, especialista de serviço da Case Construction Equipment.

Já as soluções de monitoramento permitem acompanhar melhor o desempenho dos equipamentos, sua localização e necessidades de manutenção, evitando paradas inesperadas e aumentando seu rendimento e vida útil.

Juliano Gewehr, especialista de produtos da Ciber Equipamentos Rodoviários, acrescenta que esse é um investimento importante “para que se tenha a certeza de uma correta execução e para que haja controle de custos operacionais”.

As soluções atuais permitem, que mesmo a distância, estando no Brasil ou fora do País, o executivo saiba onde a máquina está operando, se está sendo usada adequadamente e quanto está consumindo de combustível. É possível até mesmo receber de forma on-line o resultado da análise de fluidos, entre outras informações.

Além da tranquilidade e da facilidade de gerenciamento, a tecnologia possibilita evitar que problemas ocorram. “Os benefícios ao negócio são inúmeros, desde redução de custos por não necessidade de deslocamento do gestor da frota para verificar a situação da máquina até a diminuição no valor de seguro por ter o sistema de monitoramento instalado”, destaca Rafael Barbosa, especialista de produto da New Holland Construction.

Segundo Thiago Cibim, gerente de suporte ao cliente da John Deere Construção, atualmente o usuário tem buscado equipamentos com tecnologia embarcada, que faz com que a operação seja facilitada e barateada. “Ele analisa todos os aspectos de uma máquina, e a questão tecnológica influencia muito no momento da compra”, afirma.

A aquisição bem planejada desses instrumentos torna a empresa mais preparada para enfrentar a concorrência e suprir, de maneira eficiente, as necessidades dos clientes. “Espera-se a fidelização”, fala Ana Almeida, gerente de marketing da JCB.

O poder de competividade, fundamental para qualquer organização, cresce, uma vez que gerenciar a empresa a partir de dados confiáveis faz com que as decisões sejam tomadas com mais rapidez e acerto. “No entanto, tão importante quanto investir em tecnologia é optar pela oferta que mais se adapte às necessidades da companhia”, pondera Marcel Corradi, gerente de negócios da Engecompany.

Avaliar antes de investir

Para poder escolher a melhor ferramenta tecnológica, o primeiro conselho é levantar as reais necessidades da empresa e o valor disponível para investimento.

Na sequência, deve-se analisar as soluções oferecidas no mercado. Vale conversar com o concessionário e até mesmo com outros usuários. Eles podem indicar o que usar, pois já conhecem a operação e as necessidades que são atendidas pelos equipamentos.

Para o presidente da Leica Geosystems Machine Control Division, Johan Arnberg, determinar a ferramenta correta para a aplicação desejada não é uma tarefa fácil para uma empresa com pouca experiência na aquisição de soluções tecnológicas. “Ela tem de ser guiada, durante o processo, por um fornecedor competente até chegar ao sistema mais adequado às suas necessidades”, comenta.

“Defina a melhor solução sempre tendo em vista a demanda da companhia, incluindo a redução de custo que se espera atingir”, aconselha Corradi.

Quando se trata de tecnologia aplicada a equipamentos de construção e terraplenagem, deve-se levar em consideração a forma com que ela irá afetar a produtividade da máquina, ajudar a reduzir os custos de operação e manutenção, e facilitar os controles e gestão de frota.

Os sistemas de monitoramento com telemetria podem contribuir muito nesse aspecto. “Os relatórios que eles geram ajudam a corrigir erros de operação e a evitar falhas catastróficas por meio de alertas”, garante César, da Case Construction Equipment.

A programação da manutenção passa a ser mais eficiente a partir da leitura remota dos horímetros. A gestão das horas dos técnicos de oficina é mais bem controlada, aumentando a produtividade da equipe. E a área de manutenção atua nos períodos exatos das ações preventivas.

Relatórios de consumo de combustível, ociosidade e produtividade colaboram para identificar gargalos na produção e oportunidades de redução de custo. Um software eficiente, programando e arquivando o histórico dos equipamentos, também facilita a gestão de frota, além de aumentar o valor de revenda dos equipamentos.

Um detalhe importante: qual é a forma de comunicação da tecnologia embarcada? É via GPRS ou via satélite? Como grande parte dos equipamentos trabalha em pontos de difícil acesso e, muitas vezes, longe de grandes centros urbanos, existe o risco de não se ter cobertura GPRS. “Ou seja, a tecnologia embarcada não ajudará, pois não haverá comunicação. Já quando falamos de comunicação via satélite, temos um cenário diferente, pois a área de cobertura de satélite é bem mais ampla”, ressalta Leandro Yokoti, gerente nacional de suporte ao produto da BMC Hyundai.

Para Gewehr, da Ciber Equipamentos Rodoviários, não basta conhecer as soluções existentes no mercado, mas entender quais são as inovações e não ter medo de adquirir um equipamento de alta tecnologia em função do receio de que os operadores não irão conseguir manejar adequadamente. “Os avanços foram projetados justamente para facilitar, e não para atrapalhar a operação”, ressalta.

Paulo Lima, gerente de vendas do Dimep Sat, completa: “É importante saber da estrutura da empresa, se ela tem a preocupação de inovar, se tem um departamento de desenvolvimento, se conta com técnicos na região e se está comprometida em atender à necessidade do cliente ou simplesmente vender.”

Outros dois fatores que devem ser considerados antes da aquisição de qualquer solução tecnológica são a integração e a flexibilidade para customização.

Samuel Albuquerque, gerente de marketing e vendas de peças da Volvo Construction Equipment Latin America, explica que os sistemas de monitoramento, por exemplo, geram uma grande quantidade de informações, códigos de falhas etc. Mas esses dados só terão utilidade prática se forem rapidamente analisados e transformados em material de valor agregado.

“Para obtermos a máxima eficiência na utilização dos recursos tecnológicos dos equipamentos atuais, é fundamental que as soluções para monitoramento remoto permitam a integração de informações disponíveis via diferentes sistemas”, diz Albuquerque. “E que também seja possível customizar a solução, por exemplo, gerando indicadores de desempenho e mapas gerenciais (KPIs/dashboards) que atendam às necessidades específicas de cada empresa”, completa.

Por último, elabore um planejamento com todas as etapas essenciais para aquisição e uso da ferramenta escolhida. “É fundamental que se ponderem as horas de implantação, personalização, treinamento, funcionários envolvidos etc.”, detalha Corradi, da Engecompany.

Balanço

Feito o investimento, a melhor forma para conferir se uma solução tecnológica foi bem aplicada é fazer o comparativo com períodos anteriores à aplicação.

Existem vários indicadores capazes de serem aferidos antes e depois, como índice de acidentes, consumo de combustível médio da frota (litros/hora ou litros por tonelada movimentada), horas disponíveis para produção, nível de disponibilidade mecânica, produção (toneladas por hora), custo da hora de manutenção e reparos.

Por exemplo, com um sistema de telemetria é possível analisar as informações de consumo real e de uso de um equipamento que trabalha 30 dias no mês, oito horas por dia. Nesse período, porém, a máquina permanece com o motor ligado, sem produzir durante uma hora a cada dia. Ou seja, são 30 horas perdidas.

Com uma máquina que consome em média 10 litros por hora, há um gasto desnecessário de 300 litros. “Se utilizarmos um custo de litro do diesel de R$ 2, teremos um gasto extra de R$ 600 no mês e de R$ 7.200 no ano”, contabiliza Barbosa, da New Holland Construction. “Essas informações permitem ver onde cortar despesas extras e, nesse caso, um treinamento com o operador pode ser uma boa solução”, comenta.

As metas a serem perseguidas também precisam ser mensuráveis, possibilitando o cálculo da redução de custo e do aumento da lucratividade. “Lembre-se de definir ciclos de análise. Os objetivos, sempre claros e alcançáveis, precisam ser permanentemente analisados para adequação e definição de novos escopos”, destaca Corradi, da Engecompany.

Deve-se também levar em consideração a opinião de todos os afetados pela nova tecnologia, desde operadores até os responsáveis por uma frente de trabalho.

“Quando a tecnologia é bem aplicada, os benefícios são facilmente percebidos por meio da diminuição de despesas de operação e aumento de produção”, afirma César, da Case Construction Equipment. “A redução de custo pode chegar à casa de 30%”, acrescenta Lima, do Dimep Sat.

Há também ganhos intangíveis, como a melhora da imagem da empresa a partir do aperfeiçoamento da gestão e, consequentemente, da prestação de serviço. “Além da possibilidade de tomada de decisões mais precisas, baseando-se em informações de qualidade e rapidamente disponíveis”, conclui Claudio Rogério Duarte, diretor-presidente da DN4 Tecnologia.

 

Experiência concreta: a tecnologia garante produtividade

Na Loctrator, a gestão tecnológica garante produtividade. Em 2007, a empresa deu os primeiros passos no monitoramento dos equipamentos via GPS por meio de sistemas fornecidos pelos fabricantes.

“Começamos de maneira tímida e, conforme fomos ganhando experiência, participamos também dos processos de melhorias”, lembra Rafael Briard, engenheiro de manutenção da empresa. “Foi quando, em 2012, optamos por estender a cobertura para todos os equipamentos e viaturas, visando a um melhor acompanhamento e à garantia de disponibilidade e menor custo de manutenção”, completa.

O monitoramento proporciona uma ampla supervisão das máquinas. Por exemplo, com o horímetro controla-se a agenda das intervenções necessárias. “Acompanhamos o sistema diariamente. Nele, é possível inserir os tipos de alerta e definir intervalos”, detalha. “Há um alerta emitido a cada 250 horas trabalhadas para cada equipamento, o que permite fazer a programação das paradas com segurança.”

Além disso, existe o benefício de se obter, em tempo real, a localização dos equipamentos durante a jornada de trabalho ou o transporte. “Para as máquinas que podem se deslocar facilmente, como para obras de saneamento, alia-se uma maior segurança contra roubos e deslocamentos indevidos. E, como já ocorreu, permite a fácil localização para socorros mecânicos”, diz, satisfeito.

A monitoria ainda favorece a conferência das medições para a checagem das horas produtivas ou paradas. O sistema permite relatórios diversos, seja para manutenção, seja para acompanhamento e verificações. Enfim, permite a total telemetria da máquina.

Para Briard, é essencial realizar um rigoroso controle de manutenção e adotar ações no equipamento para assegurar a confiabilidade e retorno previstos quando de sua compra. “Devido ao cenário atual, com preços muito competitivos, uma quebra que exija manutenção corretiva onerosa pode acabar com o lucro de um grande contrato. Existem poucas empresas que realmente põem na ponta do lápis o resultado gerado por cada máquina, e esse tipo de tecnologia é um grande aliado para garantir eficiência, produtividade e retorno com a sustentabilidade do negócio”, destaca.

 

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