Caso a caso

A aplicação, a forma de operação e a qualidade da manutenção do equipamento são fatores determinantes não só para uma conservação adequada como também no momento de pensar no valor de revenda

 

Na hora de comprar um equipamento, todos sabem que o melhor preço nem sempre é o mais barato. O valor ideal reúne a qualidade desejada e o melhor preço.

Mas e no caso de uma máquina usada? Para quem quer vender, como chegar ao preço? Para quem está interessado em comprar, como saber se o equipamento vale o que está sendo pedido?

Em entrevista para a Revista Apelmat/Selemat, Célio Ribeiro, diretor-proprietário das empresas Maxter Máquinas e WebPesados, deixa claro que a resposta a tais perguntas depende de vários fatores. “Não existe uma tabela de preços linear no mercado para avaliar uma máquina usada. O correto é se basear numa avaliação técnica”, afirma o executivo, que assumiu a gestão da WebPesados em abril deste ano.

 

Revista Apelmat/Selemat – Quando é hora de pensar em revender uma máquina?

Célio Ribeiro – Geralmente uma máquina usada é colocada à venda quando já não atende às expectativas do proprietário. Algumas empresas têm, em seu programa de renovação de frota, a idade média do equipamento. Esse ciclo gira em torno de quatro a cinco anos e, no máximo, de 8 mil a 10 mil horas de uso.

 

RAS – Quais são os critérios para avaliar um equipamento depreciado?

CR – Quantidade de horas trabalhadas, histórico de manutenção, estado de conservação e manutenção, tipo de operação em que foi utilizado. Este último item influencia muito na vida útil dos equipamentos.

 

RAS – Como chegar ao valor de revenda?

CR – Não existe uma tabela de preços linear no mercado para avaliar uma máquina usada. O correto é se basear numa avaliação técnica, pois dois produtos do mesmo ano, marca e modelo, e com o mesmo número de horas, podem ter uma liquidez muito diferenciada. A aplicação, a forma de operação e a qualidade da manutenção são fatores determinantes para a conservação adequada dos equipamentos.

 

RAS – A Maxter desenvolveu uma ferramenta para avaliar esses ativos. Do que se trata? Como funciona?

CR – Na verdade, desenvolvemos uma tabela de avaliação técnica. Fizemos vários testes, com vários modelos, marcas e anos, e funcionou muito bem. A questão é que, para funcionar adequadamente, essa tabela precisa ser calibrada constantemente. Existe uma variação muito grade dos custos de vários componentes importados, e os preços são calculados com base nos componentes novos e no fator de depreciação. Desta forma, resolvemos, por enquanto, não colocá-la no mercado. Vamos pesquisar um pouco mais e fazer mais testes, mas acredito que achamos um caminho interessante que pode ser aplicado para todos os tipos de máquinas.

 

RAS – Como evitar erros no cálculo de revenda de um equipamento e na negociação da venda?

CR – Deve-se procurar a ajuda de profissionais especializados do mercado. Alguns clientes já se conscientizaram de que o equipamento tem de ser depreciado e vendido conforme a lei da oferta e da procura, mas a maioria dos usuários não tem canais de apoio para avaliar os seus produtos de forma séria e transparente.

 

RAS – Quais cuidados se deve ter na negociação de um equipamento usado?

CR – É muito importante saber da origem, da procedência dele, e ter os registros de manutenção. Quando essa parte está em ordem, quem vende passa mais segurança para quem compra. E, para quem está vendendo, agrega mais valor.

 

RAS – Na sua opinião, o que significa ter um bom retorno do investimento que foi feito?

CR – É quando você consegue depreciar o equipamento em um espaço máximo de 36 meses e trabalhar com ele por pelo menos mais dois anos depois de depreciado.

 

A um clique

A WebPesados (www.webpesados.com.br) oferece, desde 2009, várias soluções de venda, desde classificados a campanhas de venda, feirões e leilões. “Já é referência para várias instituições financeiras, frotistas e seguradoras”, aponta Célio Ribeiro, diretor-proprietário da Maxter Máquinas e um dos idealizadores do projeto.

Desde 2006, Ribeiro busca aproveitar sua experiência de 26 anos no mercado, sendo 19 anos dedicados exclusivamente à comercialização de máquinas e equipamentos usados. “Fomos os maiores compradores de grandes lotes de equipamentos em nosso País. Nos lotes havia de tudo um pouco, e isso nos ajudou a entender todas as opções de mercado existentes, principalmente construção, mineração, agrícola e industrial”, conta.

Em 2005, Ribeiro percebeu que o mercado estava mudando rapidamente. As máquinas usadas estavam perdendo valor ano a ano. Com a facilidade de comprar uma nova, o quadro foi piorando o negócio de usados. “Quem tinha uma máquina usada para venda tinha um problema, e quem queria vender uma nova não conseguia viabilizar a venda por não conseguir absorver a usada como parte de pagamento”, explica. “Vi nisso uma oportunidade muito interessante de negócio. Foi aí que desenvolvemos a WebPesados”, conta.

De 2009 para cá, mais de 50 mil oportunidades de negócios foram geradas por meio das ferramentas de venda do site. “Deram ótimos resultados tanto para quem vende quanto para quem compra”, afirma.

Segundo o executivo, o maior desafio – e também o maior diferencial – da WebPesados são a qualidade e a transparência dos dados sobre os equipamentos divulgados tanto nos feirões como nos leilões. Para fazer frente à questão foi criado um serviço de avaliação técnica, que é conduzido por uma equipe preparada para avaliar e certificar as informações. “Como resultado dessa transparência, 90% dos compradores arremataram os seus lotes sem terem feito a vistoria presencial”, conta Ribeiro.

Em agosto deste ano será lançada a Venda Direta. Qualquer pessoa ou empresa que tiver alguma máquina ou caminhão para venda poderá recorrer a esse serviço, pelo qual a WebPesados divulga os bens, capta os compradores e desenvolve a negociação até o fechamento final.

A WebPesados conta em seu mailing com mais de 150 mil clientes segmentados. A cada mês, o site recebe cerca de 200 mil visitas e mais de 4 mil anúncios ativos.

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