Executivos brasileiros estão cautelosos sobre contratação e investimentos antes das eleições

Apesar das previsões de vendas relativamente positivas, os CEOs que atuam no Brasil continuam cautelosos sobre a contratação e a realização de investimento, de acordo com pesquisa recente da Young Presidents' Organization (YPO). A confiança dos líderes de negócio sobre a contratação e as despesas de capital, medida pelo índice YPO Global Pulse, mudou muito pouco nos últimos 15 meses.

"A perspectiva de vendas positiva dos CEOs é encorajadora e, em geral, a confiança das empresas ainda permanece em uma zona estável. Mas a incerteza sobre a economia e a direção política após a eleição têm diminuído a propensão da comunidade empresarial para a contratação e as despesas de capital", diz Mark Essle, diretor sênior da AT Kearney e membro do YPO São Paulo.

Em relação ao emprego, os CEOs no Brasil pretendem manter seu número de empregados praticamente inalterado, de acordo com a pesquisa. Nos últimos 15 meses, o Índice de Confiança de Emprego (YPO Global Pulse) para o País manteve-se dentro de uma faixa estreita de 5 pontos. No primeiro trimestre de 2014, o índice avançou para menos de 1,8 pontos atingindo 55,2 na escala de 100 pontos, o que indica que os líderes empresariais permanecem prudentes no que diz respeito ao aumento de novos funcionários. Menos de um terço (27%) dos CEOs pesquisados indicaram planos para contratar novos trabalhadores ao longo dos próximos 12 meses, outros 7% disseram que iriam fazer reduções de sua mão de obra, e a maioria (66%) disse que iria manter o número de empregados inalterado.

As projeções do CEO para investimentos fixos seguiram uma tendência similar, com este componente do índice permanecendo dentro da mesma faixa de 5 pontos. O Índice de Confiança de Investimento Fixo da YPO Global Pulse para o Brasil subiu 1,5 pontos no primeiro trimestre atingindo 58,3; um pouco mais confiante do que o índice de emprego, mas ainda em uma zona cautelosa.

Em relação aos investimentos, 13% dos CEOs entrevistados disseram que irião diminuir o seu nível de investimento e 43% disse que irão manter seus níveis atuais de gastos. Menos da metade (44%) disse que iriá intensificar os gastos de capital no ano que vem.

Em contraste, os CEOs brasileiros, de forma consistente, permanecem mais otimistas em suas previsões de vendas e a última pesquisa não foi uma exceção. O componente de confiança de vendas do índice diminuiu ligeiramente no primeiro trimestre para 67,2 pontos, mas está firmemente dentro da zona otimista e vários pontos acima daqueles referentes aos índices de emprego e de investimentos fixos. A maioria (64%) dos CEOs pesquisados esperam que as vendas sejam pelo menos 10% maiores neste mesmo período no próximo ano.

Índice Confiança YPO Global Pulse

A pesquisa eletrônica trimestral, realizada nas duas primeiras semanas de abril, reuniu respostas de 1.996 CEOs de todo o mundo, incluindo 91 no Brasil.

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