Combate à lavagem de dinheiro

O nível de atenção dada pela alta administração das companhias aos desafios impostos pela lavagem de dinheiro é o mais alto de todos os tempos, de acordo com as constatações do novo relatório da KPMG Internacional. Nove em cada dez respondentes (88%) disseram que as questões relacionadas ao combate a esse tipo de crime estão de volta ao topo das prioridades na pauta das empresas, em vez de estarem sendo substituídas por outros temas. O levantamento apontou que, para a maioria dos entrevistados (84%), essa conduta é considerada de alto risco ao negócio.

“A antilavagem de dinheiro nunca foi prioridade número um da alta administração das empresas. As multas aplicadas pelas agências reguladoras chegam a atingir bilhões de dólares e os procedimentos regulatórios estão se tornando uma verdadeira ameaça ao licenciamento”, disse Geronimo Timerman, sócio da área de fraudes da KPMG no Brasil. “As instituições financeiras vêm fazendo mudanças significativas em resposta às regulamentações globais que estão cada vez mais abrangentes, e as revisões das recomendações da Força-Tarefa de Ação Financeira (Financial Action Task Force – FATF) e da Lei de Conformidade Fiscal de Contas Estrangeiras dos Estados Unidos (U.S. Foreign Account Tax Compliance Act – FATCA) estão causando impacto. No Brasil, não podemos esquecer a Lei Anticorrupção, que está em vigor desde janeiro e prevê altas multas para as empresas. Essas iniciativas mudaram rapidamente o cenário”, completou.

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