Vermeer anuncia nova filial no Chile

A Vermeer anuncia a nova operação de uma filial, na cidade de Antofagasta, localizada na região norte do Chile. A unidade será a segunda filial da fabricante na América Latina e será dedicada ao atendimento pós-venda dos equipamentos para mineração, que inclui a linha Terrain Leveler (TL). A expectativa da empresa é de que a filial esteja ativa até o início do próximo semestre.

“Escolhemos Antofagasta porque a economia da cidade é baseada na mineração e também porque a Atacama Minerals já é cliente da Vermeer. A mineradora possui dois equipamentos modelo T1255, que operam na extração de iodo”, explica César Leite, gerente do segmento de escavação especializada. No Brasil, a Vermeer possui uma filial na cidade de Valinhos, distante 90 km da cidade de São Paulo, com escritório, atendimento pós-venda e estoque de peças.

Expomim

A empresa participa da Expomin 2014, realizada entre os dias 21 e 25 de abril, em Santiago (Chile), onde divulga a tecnologia das mineradoras de superfície, que conta com os modelos TL1255 e T1655. O executivo reforça a importância dos equipamentos como uma alternativa aos processos extrativistas tradicionais, que demandam perfuração, explosões e trituração primária. A linha TL destaca-se por reduzir os impactos nas comunidades próximas às operações, aumentando a vida útil das plantas de mineração. Outro benefício é a redução do uso de água na separação dos resíduos. Além disso, a operação do equipamento não exige a paralisação de outras atividades. Com o uso de explosivos, toda operação da mina tem que ser interrompida por questões de segurança, além do que há restrições em relação à proximidade de rodovias e cidades, o que limitam as atividades extrativistas.

A tecnologia da Vermeer viabiliza não só o melhor aproveitamento da planta, mas também a qualidade do minério extraído. “O uso de explosivos mistura as camadas de mineral com material estéril, aumentando os custos para obter o minério puro. O TL gera uma superfície plana e suave, que reduz custos de manutenção dos equipamentos de apoio como caminhões e carregadeiras, além eliminar o britador primário”, detalha Leite.

Segundo o executivo, o T1255 pesa cerca de 100 toneladas, opera com motor CAT de 600HP e conta com um tambor de corte com largura de 3,70 m. Já o T1655 pesa aproximadamente 180 toneladas, utiliza dois motores CAT de 600HP. O segundo modelo possui tambor de corte de 4,6 m de largura. Ambos são montados sobre duas esteiras, com capacidade para girar 180º no próprio eixo e baixo centro de gravidade, o que favorece a dirigibilidade em locais confinados e diminui as áreas de traslados, nas mais diversas configurações da mina. O sistema TEC Plus gerencia todo funcionamento hidrostático da máquina para que ela opere com sistemas a laser ou GPS, agregando precisão e controle da profundidade e da inclinação.

Como o tambor de corte da linha TL é alocado na parte traseira, ele pode trabalhar até a base do talude e em locais recortados, ampliando as áreas de extração. Os equipamentos contam com o sistema Top Down Cutting, ou seja, os bits penetram nos minérios de cima para baixo, o que viabiliza operação com boa produtividade mesmo em materiais mais duros.

Os dois modelos ainda contam com recursos para inclinação do tambor em até 5º, o que soma-se aos diferenciais da linha capaz de auxiliar tanto na geração de um terreno nivelado, como para o direcionamento para escoar as águas das chuvas. Nas épocas chuvosas, as áreas inclinadas auxiliam na canalização da chuva, facilitando o escoamento da água acumulada no fundo de lavra, que em outras operações, demanda o emprego de bombas para drenagem.

Produtividade

Os dois modelos da linha Terrain Leveler são compatíveis com operações envolvendo materiais duros, de até 200 MPa (mega Pascal) como o manganês e o granito, ou da ordem 130 MPa, como alguns tipos de calcários e minérios de ferros. Com materiais mais brandos, com 50 MPa, porém difíceis de cortar como alguns tipos de gipsita e bauxita, também apresentam desempenho competitivo.

A empresa tem equipamentos operando com sucesso em minas de gipsita (EUA), cobre (África), carvão (Europa e China), minério de ferro (Austrália) e iodo (Chile). Nas operações com minério de ferro, na Austrália e no Chile, o resultado da escavação foi de 500 toneladas por hora com o modelo TL1255.

O mercado precursor com uso desta tecnologia foi a Austrália, em 2006. Segundo Leite, no país, as minas têm camadas de minério com menores profundidades, chegando a 30 metros no máximo. O custo para remanejamento das áreas de trabalho era muito alto, o que impulsionou a demanda por equipamentos de mineração de precisão para otimizar essas operações. A partir dos resultados obtidos na Austrália, outros países despertaram sua atenção para esta tecnologia, motivados por outros desafios como green fields ou a proximidade com áreas urbanas.

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